"Speak softly and carry a big stick" Theodore Roosevelt

.posts recentes

. ...

. Subtilezas

. O Incrível Hulk

. Quando a Arte era Arte 4 ...

. Stars

. Às escuras

. Al Capone

. Anda tudo maluco

. I beg your pardon?

. Não, não é estranho

.arquivos

. Março 2010

. Fevereiro 2010

. Janeiro 2010

. Dezembro 2009

. Novembro 2009

. Outubro 2009

. Setembro 2009

. Julho 2009

. Junho 2009

. Maio 2009

. Abril 2009

. Março 2009

. Fevereiro 2009

. Janeiro 2009

. Dezembro 2008

. Novembro 2008

Quinta-feira, 2 de Abril de 2009

O mundo alternativo

 

Por muito que isso custe a certas pessoas, a verdade é que estas manifestações têm muito pouca adesão do cidadão comum, mesmo que este esteja profundamente desiludido com os políticos, irritado com os banqueiros ou preocupado com o destino comum. A maioria dos participantes desta espécie de turismo de violência é simpatizante de movimentos de extrema-esquerda. Não vale a pena discutir o assunto. Toda a gente sabe disso, os próprios sabem disso e dizer o contrário é tentar tapar o sol com a peneira. Por isso, estas manifestações têm um valor muito relativo. Elas acontecem sempre, estejamos em crise ou em tempos de prosperidade e serve de palco para certas tribos desfilarem quase em catarse colectiva. Olhando a imagem acima, ficamos esclarecidos sobre a doutrina desta gente, com maiores ou menores derivações: a democracia é uma ilusão (coisa que não surpreende vinda de quem vem, amigos de Cuba, Coreia do Norte, saudosistas da URSS e da Albânia); o proteccionismo / nacionalismo económico; o anticapitalismo primário e antigo. Acontece, muito simplesmente, que é precisamente o capitalismo que permite este tipo de manifestações, é o capitalismo que permite a expressão de ideias tão diversas e contraditórias. Aliás, foi o capitalismo que permitiu e continuará a permitir que milhões de pessoas fugissem da pobreza extrema e que concedeu o período de maior bem-estar da história da humanidade. Mas o capitalismo é mais do que um sistema económico. É, antes de mais, um sistema de liberdade e de igualdade. Duvido que, num mundo "alter-mundialista" se pudessem ver manifestações de pessoas que discordassem dele, dada a tentação totalitária e moralista que esteia esses movimentos defensores de uma globalização alternativa.

 

 

Os mesmos que proclamam a fraternidade, a solidariedade, a paz e a liberdade estão sempre prontos a dividir o mundo em categorias morais, a ignorar as necessidades dos outros, a agredir e vandalizar, a impor a sua maneira de pensar. Uma das virtudes das democracias liberais é, precisamente, o respeito pela diferença e pela diversidade de pensamento e formas de vida. É hoje perfeitamente possível viver m comunidades que não acreditam no sistema capitalista, professar diferentes religiões ou defender diversas ideias políticas. Esta gente parece não ter pejo em impor as suas ideias pela via da violência.

 

Fotos: Sky News

 

Um movimento anarquista convocou a população "a queimar os banqueiros", e entidades como o banco JP Morgan, que decidiram recomendar o seu pessoal a trocar o fato e a gravata por trajes mais informais para não chamar a atenção. Isto faz lembrar períodos negros da história: em vez de banqueiros erma judeus e em vez da gravata tinham uma estrela de David.

Esta gente é perigosa, fanática e gostaria de tornar o mundo numa gigantesca ditadura, onde eles seriam uma espécie de polícia dos costumes, sempre pronta a relembrar aos cidadãos o que pode e o que não pode ser feito. Curiosa é a aparente benevolência de que goza junto da comunicação social. Ninguém toleraria o regresso dos ideiais nazis. Porquê, então, tolerar o retorno de ideiais e formas de actuação próprias de regimes igualmente criminosos e abjectos?

publicado por bmptavares às 03:09
link do post | comentar | favorito
3 comentários:
De Fulano a 2 de Abril de 2009 às 09:11
Já agora pode passar a explicar quantos planetas serão precisos para que o SEU paraíso na terra chegue a TODA a população do planeta. O mais provável é você achar que a democracia e o capitalismo se destinem sómente aos MELHORES, ou seja os países ricos. A miséria extrema e a subnutrição coexistindo com o desperdício espampanante é a natureza das coisas, naturalmente. Claro que a jornada de trabalho de 8 horas e as férias remuneradas são ofertas do capital, conduído que estava das massas.
De bmptavares a 2 de Abril de 2009 às 15:46
O caro Fulano sofre de alguma confusão de conceitos e encontra coisas no meu post que eu, que o escrevi, não consigo encontrar. É precisamente por acreditar que a democracia e o capitalismo devem chegar a todos, que os defendo. Vá dar as suas liçõezinhas de moral aos Indianos e aos Chineses e depois falamos. Além disso, o caro amigo, confunde capitalismo com desperdício e esbanjamento. Essas são as características do Socialismo. Quanto às férias pagas e à semana de trabalho de 8 horas não são, certamente, ofertas do capital. Como também não são conquistas da extrema-esquerda que tem um desprezo particular pelo bem-estar dos trabalhadores.
De inframodal a 2 de Abril de 2009 às 16:53
Uma vez perguntei-lhe acerca da sua intentona contra quem pensa à sua esquerda. Você na altura, caro Tavares, replicou-me que eu via coisas no seu post que nem você próprio via; talvez... mas creio não serem totalmente ingénuas e inocentes as posições que expende até à saciedade, ou serão...?
Pergunto-lhe só se conhece a história do movimento operário no séc.XIX e se alguma vez leu Marx com olhos de ler. Não estou aqui a dizer que cauciono todas as atitudes dos manifestantes que, aqui ou ali, efectivamente exageram e dão razão ao dístico de Ortega Y Gasset, quando este afirmava que o "Povo é um rebanho desordenado", agora enquanto pessoa que relecte acerca dos fenómenos que grassam nas ditas sociedades de pendor conservador-liberal, se resgatássemos algumas das boas ideias, entretanto afiveladas numas quantas gavetas da História, talvez devíssemos homens e mulheres mais plenos e não meros figurantes da velha máxima "cem cães a um osso", que, ao fim e ao cabo, é nisso que pretendem transformar-nos. Páre pois com a campanha de diabolização da esquerda que, perdoe-me a gíria, já enjoa, e tente reflectir com base nos princípios programáticos de cada ideologia ou sistema de pensamento. Se não for capaz, sempre lhe posso recomendar uns livrinhos, e não aquela treta do Fim da História, que os adeptos do sistema económico-político vigente pregam à laia de evangelho.
Saudações esquerdistas

Comentar post

.mais sobre mim

.pesquisar

 

.Março 2010

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab
1
2
3
4
5
6
7
8
9
11
12
13
14
15
17
18
19
20
21
22
23
25
26
28
29
30

.tags

. todas as tags

.links

blogs SAPO

.subscrever feeds