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Terça-feira, 27 de Janeiro de 2009

O Massacre de Inocentes

Na última edição da revista Única que acompanha o jornal Expresso, vem mais uma inspirada e inspiradora crónica de Clara Ferreira Alves. Não costumo ler. Tenho este hábito estranho de me afastar de coisas que me causam náuseas. Pois desta vez, li. A coisa versava sobre a particular visão que a autora tem acerca do conflito no Médio Oriente. Diz a plumitiva que nós, no Ocidente, não nos emocionamos com  as imagens das crianças palestinianas mortas e que chegávamos mesmo a apelar ao massacre de inocentes, tudo no nosso cego ódio ao povo da Palestina. Dizia ela que era obsceno. De facto, é. Errou foi o alvo. Quem parece não nutrir muito afecto pelos pequenos são os "activistas" do Hamas. Mas a cara cronista diz que eles não usam as crianças como escudos humanos. Não, usam lá agora! Quando se utilizam escolas e bibliotecas como paióis e bases de lançamento de rockets é sem querer. Olha, acontece... Era o que estava mais à mão e tal...

É evidente também que é no melhor interesse das crianças que se lhes proporciona uma esmerada educação em cultura da morte e da violência, tornando-os seres alienados e acríticos.

Depois de nos acusar a todos de sermos "cold hearted bastards", segue a banda. Cito: "O Hamas é um movimento de resistência, político, social e religioso, permeado de uma violência intrínseca, típica dos guetos e dos gangues (foram gerados em cativeiro, humilhação e privação)(...)". Começo a sentir náuseas, não sei se consigo chegar ao fim. Minha cara, a resistência - seja política, social ou religiosa - não implica necessariamente a total liquidação física do adversário. Que é o objectivo, nada escondido, do Hamas. Por isso, são um grupo de assassinos terroristas, cujo alvo preferencial são os israelitas (civis ou militares, não faz diferença, desde que sejam muitos e mortos). Ao contrário da autora, não comungo da opinião que haja uma violência intrínseca aos cativos, humilhados e privados. Mas isto sou eu, que não faço juízos morais baseado na proveniência social das pessoas. Já a Clarinha saberá com que linhas se cose...

 

As maiores vítimas são, de facto, as crianças. Mas não são apenas vítimas das bombas israelitas (das quais poderiam estar a salvo, como estão as crianças israelitas das bombas do Hamas, se não tivessem um valor igual a zero para os radicais que, desgraçadamente lhes governam o destino). Elas são, sobretudo, vítimas de uma sociedade asfixiante, controladora, violenta e na qual os direitos das crianças não têm nenhum significado. Uma sociedade que lhes ensina que morrer e matar é bom e aconselhável, que lhes incute um ódio de morte a outros seres humanos.

 

Para finalizar, deixo-vos um pequeno excerto do bonito e educativo programa infantil para as crianças da Faixa de Gaza. Uma coisinha fofa, ao nível dos Teletubbies:

 

 

 

publicado por bmptavares às 03:33
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