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Quarta-feira, 10 de Março de 2010

Mad Men

Don Draper foi considerado pelos leitores do portal askmen.com o homem mais influente do ano, à frente de Barack Obama ou de Usain Bolt. Nem seria de estranhar, sendo que não é difícil suplantar um vazio político e um corredor da Jamaica. Mas a questão é que se trata de uma personagem de ficção. Don Draper é o publicitário de grande sucesso da série norte-americana Mad Men (que já passou na RTP2). Mas a coisa torna-se ainda mais estranha se tivermos em conta que Draper é um homem atraente que, entre golpes de génio, divide o seu tempo entre as numerosas amantes e o copo de bourbon, tudo isto enquanto acende mais um Lucky Strike. Ou seja, Don Draper é tudo aquilo que o "novo homem moderno" não deve ser, num tempo amordaçado pelo politicamente correcto e por um moralismo atroz. Ele é o homem que relembra uma certa virilidade elegante e contida.Talvez seja precisamente isso que fascina: todos queremos ser, de uma forma ou de outra, Don Draper.

publicado por bmptavares às 03:45
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Quarta-feira, 13 de Janeiro de 2010

Mais vale cair em graça do que ser engraçado

tsf.sapo.pt/programas/programa.aspx

 

O link acima leva-o ao site da TSF, mais precisamente a uma das crónicas de Bruno Nogueira. Antes de mais, uma declaração de interesses: nunca achei o Bruno Nogueira um humorista interessante ou, sequer, engraçado. Por outro lado, penso que o humor não deve ter limites. Quero dizer com isto que não devem existir temas interditos ao humor e ao humorista. Muito simplesmente, o humorista deve colocar-se nas mãos do público: se este gosta do que ele diz, mesmo que seja uma alarvidade, então o humorista sabe que o público pensa como ele; mas pode acontecer que o público considere que o humorista foi longe demais. Neste caso, não é necessária nenhuma proibição. Sem público, o humorista terá que mudar o seu registo ou dedicar-se a outra actividade.

Bom, esta conversa vem a propósito da crónica linkada acima, intitulada "O Paradoxo do Ornitobronco". Como diz o Carlos Botelho, no blog O Cachimbo de Magritte (cachimbodemagritte.blogspot.com/) aquilo é um belo pedaço de merda. O que me incomoda nem é o facto de o humorista se deixar cegar pelos seus pontos de vista pessoais (ele não está vinculado a qualquer dever de imparcialidade) mas sim a grosseria da coisa. Uma grosseria que não se mede apenas pelas palavras mas, sobretudo, pelo tom. Há ali uma pretensão a certa superioridade moral ou mesmo intelectual, muito própria da personagem e já presente noutros episódios. Mas ao contrário do Carlos Botelho não acho que aquilo escorra ódio. A criatura não tem estofo para isso. O que há ali é a vulgaridade típica de uma certa elite suburbana que, depois de ir duas ou três vezes a Nova York, se acha melhor do que o patético vizinho do 3º esquerdo que, além de não viajar, ainda por cima vai à missa todos os Domingos. Esta provinciana pretensão de modernidade é, muito simplesmente, confrangedora e vulgar. Um tosco e pouco sofisticado exercício de má-educação e desconsideração.

Mais ainda: a suprema ironia da coisa. Aqueles que, no uso da sua liberdade, não concordam com o casamento gay são pouco mais do que criaturas infra-humanas, que comunicam por grunhos e deviam ser sujeitos a um qualquer programa de reeducação; já aqueles que reduzem os que pensam diferente àquela condição e contra eles arrotam piadas "zoomórficas" são iluminados e sofisticados seres, a quem a Divina Providência (salvo seja) colocou a pairar acima dos demais. Não é que seja triste. É apenas fraquinho.

publicado por bmptavares às 04:00
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O túnel ao fundo da luz

Às segundas-feiras é dia de Prós e Contras na RTP. Portanto, às segundas-feiras é dia de repensar o país, exercício a que a Dr.ª Fátima se dedica com afinco e denodo, conduzindo o programa como uma polícia de trânsito. Isto tudo para dizer que, às segundas-feiras à noite não vejo RTP (bom, não é só às segundas à noite mas adiante). Acontece que, para quem não tem canais por cabo, há ali uma altura em que todos os canais generalistas estão a passar publicidade e há sempre a tentação de mudar de canal. Pois isso mesmo sucedeu na passada segunda-feira.

E então vi por uns instantes a Dr.ª Fátima comandando as hostes, ouvi aqueles "jovens" dando receitas para fazer o país avançar e aqueles "especialistas" seguros da solução para todos os nossos problemas e percebi - assim num instante - porque é que o país está como está. E, infelizmente, percebi que não vai mudar.

publicado por bmptavares às 03:43
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Quarta-feira, 24 de Junho de 2009

Milhões da RTP

A RTP é uma vergonha! É um sorvedouro de dinheiros públicos (400 milhões por ano) que ninguém parece contestar. Além disso, ainda absorve uma parte da publicidade disponível. Como é possível gastar tanto dinheiro por ano? Esse conceito obscuro que é o "serviço público" serve de pretexto a todos os desmandos e alarvidades. Simplesmente, esse pretexto garante uma cultura de desperdício de meios sem nenhum sentido. As duas últimas preciosidades saídas das cabeças que comandam a estação pública ilustram na perfeição por onde se escoa o dinheiro dos contribuintes: a primeira foi esta ideia peregrina de pregar com um monte de pessoas no fundo de uma mina (depois de ver o programa, a ideia não me pareceu tão disparatada...). Alguém consegue calcular a quantidade de meios que foi necessário deslocar (deslocação que, suponho, teve dificuldades acrescidas)? Esse gasto seria estritamente necessário? Outro escândalo é a nova "xaropada" sem graça que arranjaram para justificar o salário de Catarina Furtado. Trata-se de um concurso pobrezinho, onde seis "celebridades" brincam a uma espécie de "trivial pursuit" musical. Dito assim, seríamos levados a pensar que tudo se passava num estúdio modesto, com meia dúzia de figurantes a aplaudirem. Qual quê? Isso é para as estações privadas, de orçamentos apertados. Na esbajadora RTP, a coisa justifica banda ao vivo, cantores, corpo de bailarinos, duzentas pessoas a assistir, primeira figura da casa a apresentar, horário nobre. Ou seja, um programa de entretenimento saído dos serões dos anos 60 justifica uma produção milionária.

publicado por bmptavares às 02:51
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Terça-feira, 2 de Junho de 2009

Malucos do Riso (Reloaded)

Parece que estreou na semana passada um novo programa de humor nas televisões. Passa por volta das 19.00 horas e garante 15 ou 20 minutos de boa disposição.

publicado por bmptavares às 02:33
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Segunda-feira, 25 de Maio de 2009

Malucos do Riso

 

Estive para não colocar este vídeo mas a verdade é que ele é irresistível. E suscita tantos comentários que nem sei por onde começar.

 

1) Nunca apreciei o estilo de um e de outro. Na verdade, os dois são mais parecidos do que parece, com as suas intervenções ao nível da conversa e do comentário de café e do taxista.

 

2) Ainda assim, tolero melhor os apartes de Manuela Moura Guedes. Afinal de contas, quem não gosta pode sempre mudar de canal, ao passo que o Dr. Marinho Pinto aparece em todos os canais, todos os dias.

 

3) Já se percebeu que a liberdade de expressão não é coisa que o senhor bastonário tenha em grande conta, principalmente quando toca a receber críticas.

 

4) É curioso vê-lo tão ofendido com o facto de Manuela Moura Guedes, aparentemente, fazer "julgamentos sumários sobre pessoas", uma vez que o senhor doutor não se cansa de lançar suspeitas sobre colegas advogados, juízes e polícias.

 

5) O que realmente o apoquenta não é o jornalismo de Manuela Moura Guedes; é antes, o jornalismo da TVI (aquelas peças muito incómodas que têm o condão de revelar o passado algo nebuloso do Primeiro Ministro).

 

6) O ponto acima leva-nos a perguntar: porquê? Como já escrevi, aqui, neste blog, porque acredito que o senhor bastonário anda a sonhar com um qualquer "lugarzinho".

 

7) Gostei do pormenor do "você". A coisa talvez funcione no Brasil mas em Portugal é um bocadito ordinário (pelo menos, a minha mãe sempre me disse para não tratar assim as pessoas...).

 

8) Como é que a SIC pode almejar ultrapassar a TVI? À mesma hora apresentava Malucos do Riso. Anedotas por anedotas, mais valem as da vida real (sem gargalhadas enlatadas).

publicado por bmptavares às 02:10
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Quinta-feira, 4 de Dezembro de 2008

Liberdade, liberdade, porque fugiste de mim...

Um dos piores programas da televisão portuguesa, apresentado pelo maior "flop" televisivo dos últimos 30 anos (i.e. Catarina Furtado; posso explicar as razões mais tarde) é um poço sem fundo de lugares comuns e tontices, com honras de horário nobre de Domingo.

No passado Domingo a emissão foi dedicada à década de 60, o que já não augurava nada de bom. Mas o resultado foi ainda pior: desde a escolha muito discutível das músicas até às alarvidades comuns sobre "hippies", Beatles e outros. O caso complica-se ainda mais quando a coisa descamba para o comentário político. Fala-se da ditadura em Portugal e de como era pesado o ambiente na década de 60. Alguns exemplos de vozes da liberdade fora do país: Rádio Argel, Manuel Alegre e... directamente desse bastião da liberdade que era Moscovo nos tempos da URSS, Álvaro Cunhal e a Senhora Tengarrinha!!! Claro que não passa pela cabeça de ninguém, como não passou pela cabeça da produção do programa, que, talvez - mas só talvez - Álvaro Cunhal e a URSS não fossem exactamente os melhores exemplos de liberdade. Quer dizer, contrapor a uma ditadura corporativista (como a que se vivia em Portugal) a ditadura soviética e o Senhor Cunhal como faróis da luta pela liberdade parece assim, digamos, um bocadinho forçado. Eu sei que não é de esperar nada de diferente da vulgaridade que se passeia pelas televisões (em especial pela televisão pública) e que, para a história fica a imagem de um Cunhal mítico que nunca existiu. Mas as coisas têm limites.

publicado por bmptavares às 15:02
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