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Sábado, 27 de Março de 2010

Às escuras

Com o patrocínio da WWF Portugal, algumas cidades portuguesas vão embarcar nessa patacoada provinciana que é a Hora do Planeta: uma acção simbólica que encoraja os cidadãos a desligar as luzes por uma hora. O encorajamento do retrocesso à Idade Média vai ter lugar no próximo Sábado (dia 27) entre as 20.30h e as 21.30h. À mesma hora joga o Benfica. Adivinha-se um sucesso...

publicado por bmptavares às 03:37
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Quinta-feira, 3 de Dezembro de 2009

Relógios, chocolate e queijo

Eu ainda gostava de entender porque é que a UE tanto se preocupa em extirpar qualquer sinal cristão das nossas vidas e fica tão escandalizada com a proibição de construção dos minaretes na Suíça... Tenho pena é dos suíços que vão começar a ser olhados de lado pelas boas mentes europeias, como se se tratassem de carcereiros nazis, simplesmente porque se atreveram a pensar contra a ortodoxia oficial. De qualquer forma, estou convencido que, à boa maneira europeia, se há-de repetir o referendo até os desgraçados acertarem com o resultado.

Pequeno e demagógico parênteses: gostava de saber o que pensariam as boas mentes do multiculturalismo se, por hipótese, se pretendesse contruir uma igreja cristã (com uma bela torre de 50 metros e um sonoro sino de bronze) - digamos - em Meca...

publicado por bmptavares às 02:05
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Segunda-feira, 11 de Maio de 2009

Péssima Vista

Mais uma vez não faltam sociólogos, psicólogos, políticos, padres e demais almas caridosas a desculpar os deliquentes do Bairro da Bela Vista, em Setúbal. Para quem vive longe, isso pouco mais é do que um ligeiro incómodo nos telejornais. Mas para quem vive nesses bairros é quase criminoso. O que eu quero dizer é que essa constante desculpabilização do crime afecta, primeiramente, as pessoas de bem que vivem nesses bairros e que são vítimas diárias dessa violência. Mas, em última instância, somos todos afectados. Esses bandos de desocupados e bandidos actuam por todo o pais, impunemente e sempre seguros de que a sua "condição social" os vai livrar de problemas maiores.

É evidente que esses bairros foram - e são - uma das criações mais tenebrosas das "políticas sociais" de sucessivos governos e que daí advêm muitos problemas de ordem social. Tornaram-se ilhas em torno das grandes cidades, abandonadas ao tráfico de droga e à lei dos gangues. Não há, nestas manifestações de violência, nenhum desejo de mudança, de justiça social ou de um mundo melhor. O que há é violência extrema entre grupos rivais, verdadeiras organizações do crime (que actuam a nível nacional, como se pode verificar através do caso que despoletou esta onda de violência: um assalto no Algarve) cujas armas não servem apenas para intimidar mas para matar. Tentar transformar isto apenas em bandos de jovens traumatizados pelo alccolismo dos pais, pela pobreza ou  porque tinham medo do escuro quando eram crianças não é apenas patético. É crimonoso.

publicado por bmptavares às 17:05
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Segunda-feira, 20 de Abril de 2009

Durban 2009

 

Conferência contra o racismo
Diplomatas abandonam sala onde Ahmadinejad discursava
 
Vários diplomatas saíram da sala onde o presidente iraniano discursava numa conferência das Nações Unidas contra o racismo, em Genebra. Mahmoud Ahmadinejad acusou Israel de ser um «governo racista»

Ver o resto aqui sol.sapo.pt/PaginaInicial/Internacional/Interior.aspx

 

Finalmente parece que alguma dignidade atingiu os países ocidentais, depois da vergonha que foi a conferência do ano passado. Nenhum encontro que se pretenda sobre a tolerância, o entendimento e o racismo pode conter, numa declaração final, tamanho ódio a determinados povos e tanta indiferença perante situações gravíssimas de racismo e perseguição (veja-se o caso do Darfur, as perseguições religiosas aos cristãos nos países muçulmanos, as bárbaras agressões inter-tribais em África).

publicado por bmptavares às 17:17
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Sexta-feira, 17 de Abril de 2009

Pensar a crédito

abcdoppm.blogs.sapo.pt/140145.html

 

Este post de Paulo Tunhas resume aquilo que eu há muito gostaria de escrever mas que a falta de engenho me tinha impedido.

 

publicado por bmptavares às 21:20
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Quarta-feira, 18 de Março de 2009

Discriminação "positiva"?

Os ciganos têm uma forma muito peculiar de entender o mundo, com base nas suas tradições e costumes. Aliás, como todos os povos. Acontece que isso os exclui (muitas vezes de forma voluntária) da sociedade em que se inserem: a inserção e o respeito não se conseguem se não nos entendermos a respeito de umas quantas regras fundamentais de convivência. Diversas tradições ciganas colidem com aquilo que são os direitos e principios mais básicos da nossa sociedade, as suas leis sobrepõem-se às leis do Estado.

Dito isto, o caso da escola de Barcelos, enoja. Nada, repito, nada justifica esta segregação absolutamente vergonhosa. A melhor forma de integração é fazer sentir que as diferenças são infinitamente menos importantes do que as semelhanças. As crianças ciganas devem sujeitar-se aos currículos regulares das escolas (nem faria sentido de outra forma: se são portuguesas ou estão em Portugal, devem aprender como todas as outras crianças portuguesas). Contudo, não advogo o corte com a sua cultura particular. Ela deve ser preservada, em casa. O que não é, certamente, aceitável é enfiá-las num contentor, com um ensino de segunda categoria. Esse ensino "adaptado" transforma-as em diminuídos mentais que, seguramente, não são.

Mas o mais chocante nem sequer é isso (Margarida Moreira, directora regional da DREN, já nos habituou aos seus métodos socialistas). O que realmente choca é que não houve um professor, um encarregado de educação, um funcionário auxiliar, um autarca a por em causa tal procedimento.

publicado por bmptavares às 01:16
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Sábado, 17 de Janeiro de 2009

Politicamente Correcto: a praga dos tempos modernos

O Príncipe Harry é um desbocado? Talvez. Mas é também o mais interessante e consistente possível sucessor da Rainha Isabel II. Enquanto o Príncipe Carlos se diverte a transformar Aston Martin em frigideiras e plantar ervilhas biológicas em Highgrove e o Príncipe William perde cabelo e balbucia dois ou três lugares comuns, o Príncipe Harry dá sinais de actividade cerebral dentro da cabeça. Tinha esta ideia há muito, mas fiquei ainda mais convencido depois de assistir a uma entrevista televisiva, que passou aqui há uns anos: enquanto o mais velho divagava sem clareza pelas respostas às perguntas do entrevistador, Harry mostrava-se muito mais desenvolto e acertivo.

Vem isto a propósito da mais recente polémica envolvendo este último. Numa filmagem pessoal sobre a sua partida para o Afeganistão, o Príncipe apelidou de "paki" (diminuitivo que designa cidadãos paquistaneses ou com ascendência paquistanesa) um seu colega e, mais tarde, voltou a brindá-lo com o epíteto de "cabeça de trapos". Ter-se-á também referido aos homossexuais como "bichas". Depois da celeuma levantada, Harry teve que pedir desculpas públicas e até o Primeiro-Ministro considerou "inaceitáveis" tais expressões. Excuso-me a comentar o bom ou mau gosto dos ditos. Aqui o essencial é o que está para lá disso. O que o Príncipe disse ou não é apenas acessório. O que está realmente em causa é a praga a que se convencionou chamar "politicamente correcto" e como isso afecta a forma como falamos e nos comportamos. O que nasceu com o intuito de combater as desigualdades e a promover os direitos humanos tornou-se ele mesmo numa insuportável fonte de estigmatização e de diferenciação. O sentimento paternalista do homem ocidental (que vive corroído por pesados complexos de culpa relativamente às minorias) diminui o outro e apouca a diferença que lhe constitui a própria identidade. Os eufemismos serviram sempre para causar enganos e ilusões. Aqui não será diferente.

Para lá desse problema, surge um outro: até que ponto o "politicamente correcto" se materializa numa afronta à liberdade individual e de expressão. Quem tem a qualidade moral - chamemos-lhe assim - para decretar o que se deve ou não dizer? Quem decide o que separa o Bem do Mal? Exemplifico: Obama é preto ou afro-americano? Porque é que é mau dizer que o novo Presidente dos EUA é preto e/ou negro e é melhor chamá-lo afro-americano? Não encerra, do mesmo modo, esta última expressão, uma infinita condenação à diferença? A esmagadora maioria dos negros americanos nunca esteve em África, nem sequer sabe apontá-la num mapa. É como se os voltassem a marcar com ferros quentes, assinalando a sua origem remota.

Tive um professor que declarava, com ar sério, o racismo intrínseco à raça lusitana. Dizia ele que expressões como "fome negra" ou "trabalhar como um negro" perpetuavam os estereótipos sobre os negros. Galopava, então, nas ondas do entusiasmo e, aplaudido pelos alunos, avançava: tudo o que é mau surge associado ao negro. Eu, sem emitir um pio, pensei andar enganado a vida toda. É que eu pensava que esse lado tenebroso associado ao negro tinha mais a ver com a dicotomia dia/noite do que com os desgraçados dos africanos. Por aqui se vê quem tinha, realmente, preconceitos muito definidos....

Este é um assunto a que voltarei com mais tempo.

publicado por bmptavares às 04:46
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