"Speak softly and carry a big stick" Theodore Roosevelt

.posts recentes

. Stars

. Pedro Passos Coelho ou o ...

.arquivos

. Março 2010

. Fevereiro 2010

. Janeiro 2010

. Dezembro 2009

. Novembro 2009

. Outubro 2009

. Setembro 2009

. Julho 2009

. Junho 2009

. Maio 2009

. Abril 2009

. Março 2009

. Fevereiro 2009

. Janeiro 2009

. Dezembro 2008

. Novembro 2008

Sábado, 27 de Março de 2010

Stars

Pedro Passos Coelho é o novo presidente do PSD. Ou seja, é mais ou menos como se elegessem o Brad Pitt para derrotar o George Clooney.

publicado por bmptavares às 03:41
link do post | comentar | favorito
|
Segunda-feira, 2 de Março de 2009

Pedro Passos Coelho ou o fenómeno do ser político.

 

Ao evocar os gostos literários da adolescência (um tempo distante e, por isso, onde as recordações se desvanecem), Pedro Passos Coelho tropeçou num livro que, aparentemente, não existe (eu nem sequer teria dado conta do deslize, porque amigos bem informados mas incautos sempre que afastaram de tão existencial autor). O facto é relativamente anedótico e vulgar. Mas é certo que demonstra diversas coisas: de que molde é feito o carácter, do seu entendimento da política e de como estas duas coisas esmagam qualquer esperança de renovação no PSD ou na política portuguesa, em geral. A ânsia de demonstrar "cultura" para espantar o povo é um hábito de 30 anos, em Portugal. Antigamente, os políticos faziam gala em mostrar o seu desprezo por determinadas eminências culturais. Até porque chegavam rapidamente à conclusão que a destreza política era inversamente proporcional ao número de citações decoradas. O que sucede é que a primeira geração política pós-25 de Abril podia dar-se ao luxo de largar referências "culturais" porque, de facto, as conhecia. Não era uma questão de saber da qualidade dessas referências: boas ou más, eles tinham lido tudo com afinco, tinham visto todos os filmes com fervor. A nova geração herdou-lhes o hábito mas com a clara desvantagem de não saberem do que falam. O suceder de gerações políticas apenas agrava os defeitos por efeito de uma ignorância confrangedora a par de uma grande presunção. Os novos políticos, criados nas juventudes partidárias ou no activismo político, são educados na arte do lugar-comum e da vulgaridade (a este respeito, basta ver uma emissão do programa da RTP1 Corredor do Poder...)

Mas os novos tempos trouxeram novas formas de agir. O esforço na ocultação das fragilidades tornou-se desnecessário e obsoleto. É que a mediocridade dos políticos acompanhou a mediocridade e impreparação dos eleitores (ou vice-versa, conforme as preferências). Ou seja, a falta de qualidade dos políticos pode ser disfarçada facilmente pelo brilho do espectáculo em que se tornou a política. Os holofotes do palco mediático encandeiam o público (que, convenhamos, se contenta apenas com algumas luzes e fumo) e escondem a inépcia dos actores, a artificialidade do desempenho e o vazio do texto.

Assim, Pedro Passos Coelho não tráz nada de novo ao espectáculo. É apenas mais um actor. Contudo, com algum empenho, poderá chegar a protagonista. Esperemos apenas que este deslize aparentemente inócuo não seja revelador de uma propensão para enganos maiores. É que disso já estamos bem servidos, com um especialista na matéria.

 

publicado por bmptavares às 17:48
link do post | comentar | favorito
|

.mais sobre mim

.pesquisar

 

.Março 2010

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab
1
2
3
4
5
6
7
8
9
11
12
13
14
15
17
18
19
20
21
22
23
25
26
28
29
30

.tags

. todas as tags

.links

blogs SAPO

.subscrever feeds