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Quinta-feira, 9 de Abril de 2009

Páscoa

Ao contrário da maioria das pessoas, eu vou ter que trabalhar neste fim de semana de Páscoa. Ainda assim, talvez consiga participar na maioria das celebrações religiosas da época, sem dúvida das mais comoventes do calendário católico. Nos meios mais pequenos, ainda subsistem algumas tradições tipicamente portuguesas. No lugar onde vivo, apesar de já não ser feita a visita do sacerdote local às casas particulares, ainda se realizam algumas procissões. Na manhã de Sexta-feira Santa realiza-se a Procissão do Pretório (os crentes fazem o percurso a pé, desde cada capelania até à Igreja da Misericórdia; cada cortejo é encabeçado por uma cruz negra). Da parte da tarde tem lugar a Procissão do Encontro. Trata-se de uma realização emocionante: a procissão inicial e única divide-se em duas a meio do percurso, de modo a que a imagem do Senhor dos Passos e as de Nossa Senhora e de S. João Evangelista se encontrem numa esquina. É aí que o padre sobe a um palanque para pronunciar o sermão. Depois disso, a procissão retoma o seu percurso normal, de novo até à Igreja Matriz. Mas a mais arrepiante manifestação deste dia, na minha opinião, é a Procissão do Enterro. Enquanto todas as outras procissões são acompanhadas por cânticos, esta processa-se no mais profundo silêncio. Cada pessoa acende uma vela. E é esta massa solene de pequenas luzes que percorre as ruas da vila em silêncio reverente. Já na Igreja, o padre volta a fazer um novo sermão. No fim, a imagem de Cristo morto é depositada num caixão, cuja tampa é fechada com estrondo. Apesar de sabermos que isso vai acontecer, ninguém consegue deixar de se sobressaltar com a pancada oca mas perturbadora.

No Sábado, realiza-se a Vigília Pascal, uma longa celebração que culmina na Ressurreição de Cristo, com o cântico de Glória a Deus e com o repique dos sinos. Antes do início, a porta da Igreja é fechada. A assitência é novamente convidada a acender uma vela. Desta vez o lume original e que acende todas as velas provém do Círio Pascal. Representa a nova luz de Cristo. São estas pequenas luzes, transportadas por cada um, que entram na Igreja escura.

Finalmente, no Domingo de manhã, realiza-se a Procissão da Ressurreição, seguida da grande Missa da Páscoa do Senhor.

publicado por bmptavares às 15:45
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