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Quarta-feira, 29 de Abril de 2009

Vôos rasantes

NEW YORK (WABC) -- A photo shoot involving an Air Force aircraft and a fighter jet led to hundreds of frightened calls from residents and workers in Lower Manhattan Monday.

For a half-hour, the Boeing 747 and F-16 jet circled the Statue of Liberty and the lower Manhattan skyline near the World Trade Center site. Offices evacuated. Dispatchers were inundated with calls. Witnesses thought the planes were flying dangerously low. The exercise involved an F-16 escorting the plane, a Boeing 747, over Battery Park City and up the Hudson River. Some reports quoted an administration official who said the purpose of the photo op was to update file photos of the president's plane near the Lady Liberty.

The large plane is the military version of the 747 and is the type of plane the president uses to fly. When he is aboard, the plane is referred to as Air Force One.

The head of White House Military Office apologized for the incident late Monday.

"Last week, I approved a mission over New York. I take responsibility for that decision," said Louis Caledra. "While federal authorities took the proper steps to notify state and local authorities in New York and New Jersey, it's clear that the mission created confusion and disruption. I apologize and take responsibility for any distress that flight caused."

President Obama was apparently not informed of the flight. When he learned what happened, sources said Obama was furious.

 

 

As trapalhadas sucedem-se mas, curiosamente, a responsabilidade nunca é do Presidente: há-de haver sempre um assessor, um director ou um secretário qualquer para assumir a culpa. Faço uma pequena ideia do circo que se montava se isto se tivesse passado durante a Administração Bush...

publicado por bmptavares às 02:41
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Domingo, 8 de Março de 2009

It's change, all right!

As promessas de mudança de Barack Obama já começam a ser cumpridas. Talvez até agradem a alguns dos seus apoiantes mais fervorosos mas deixam, também, uma certa sensação de estranheza. Se se tratam apenas de desacertos iniciais, iremos ver no futuro. A questão é que as gaffes se acumulam: primeiro foi a recepção pouco calorosa aos ingleses (e, quando escrevo pouco calorosa, estou a ser simpático porque, na verdade, foram ignorados os mais básicos princípios diplomáticos. Sobretudo, se falamos do maior aliado dos EUA. A culminar a falta de tacto, a oferta americana foi uma caixa de 25 DVD's, sobre os quais toda a gente se escusa a falar: só ainda não percebi se por pura vergonha ou porque a selecção de filmes deixa a desejar...); seguiu-se a a sucessão de gaffes de Hillary Clinton na sua deslocação à Europa (gaffes que roçaram o exótico, como a oferta do botão ao ministro russo e tropeçaram na nomenclatura das instâncias europeias); depois, soube-se que, seguindo a melhor tradição dos políticos "modernos", o Presidente Obama utiliza o teleponto para todas as comunicações (mesmo as mais insignificantes), coisa nunca vista na Casa Branca e que espanta até os jornalistas mais veteranos.

O que fica de tudo isto é a complacência da comunicação social, a total indiferença dos apoiantes de Obama e a aparente irrelevância dos factos. Deixo apenas uma questão à consideração: se tivesse sido W. Bush a fazer isto?

publicado por bmptavares às 16:41
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Sexta-feira, 6 de Fevereiro de 2009

Obama Presidente V

 

Fora todas as brincadeiras a propósito, registamos a diferença na actuação pública dos políticos americanos e portugueses. Enquanto uns consideram perder as condições de credibilidade para o exercício de funções públicas, outros preferem embarcar em teorias da conspiração mal amanhadas.

 

publicado por bmptavares às 14:43
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Terça-feira, 27 de Janeiro de 2009

De volta

Depois de uma semana de trabalho intenso, estou de volta. E continuo exactamente onde fiquei da última vez: falo de Obama.

 

 

 

Uma notícia de rodapé, sem qualquer importância, levou-me a pensar novamente no assunto. Dizia-se no jornal que, no Japão, a histeria por Obama é tão grande que, nos cursos de Inglês, os alunos estudam os discursos do novo Presidente. Também no Oriente, monges de templos budistas entoam frases de Obama nas suas orações. É claro que os factos são apenas excentricidades e que, na melhor das hipóteses, nos fazem sorrir. No entanto, são uma espécie de hipérbole da realidade. E, como todas as hipérboles, têm um fundo de verdade.

As grandes esperanças em determinadas figuras conduzem, inevitavelmente, a grandes desilusões. Porque somos todos Homens e, consequentemente, possuímos fraquezas e imperfeições inerentes à nossa índole humana. Há alguns homens, no entanto, que nos desiludem menos. São, por norma, os que nos surgem como mais vulgares e comuns e, por isso, nos despertam menos paixões. Os grandes heróis da História nunca cumpriram totalmente as esperanças dos povos. E aqueles que se aproximaram disso ou morreram prematuramente (salvando-se de um juízo menos abonatório) ou tiveram a sorte ou o engenho de encontrar boas desculpas.

publicado por bmptavares às 02:39
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Quarta-feira, 21 de Janeiro de 2009

Obama Presidente IV

Depois de ler atentamente o discurso de Obama, tenho alguns comentários:

 

- o grande e natural objectivo de Obama é defender os interesses americanos;

 

- não vai haver concessões a terroristas de diversas extirpes;

 

- não há socialismo na América (a sua própria natureza o impede); o capitalismo é sinónimo de liberdade e essa é a grande base dos EUA;

 

- discurso morno, pouco entusiasmante para os milhões de apoiantes;

 

- daqui a uns meses serão os críticos de Obama a defendê-lo e os seus apoiantes de ocasião a abandoná-lo;

 

- a Europa em breve encontrará novos pretextos para deixar Obama desapoiado.

publicado por bmptavares às 16:40
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Terça-feira, 20 de Janeiro de 2009

Obama Presidente III

 

 

 

publicado por bmptavares às 17:37
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Obama Presidente II

Acabo de ouvir o discurso de Barack Obama. E sorri, ao pensar nos apoiantes portugueses do novo Presidente. Fala de patriotismo e de fé (conceitos que, normalmente, causam urticária muita gente). Fala da responsabilidade que cada um deve assumir. Para quem tinha dúvidas fica ainda claro que Obama, antes de tudo, defenderá os interesses americanos, em qualquer parte do Mundo

 

Das duas uma: ou esses apoiantes escutam apenas  aquilo que é superficial ou não fazem ideia do que é a América e de quem é Obama. Desconfio que se trata de uma mistura das duas.

 

Outra nota: é impressão minha ou o discurso não causou o entusiasmo que se esperava?

publicado por bmptavares às 17:28
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Sábado, 17 de Janeiro de 2009

Tomada de Posse

No próximo Domingo começam as cerimónias oficiais da tomada de posse de Barack Obama. Começa também a ladaínha insuportável dos jornais televisivos. Durante pelo menos uma semana vamos até ficar a saber de que cor são as cuecas do homem. Pior do que isso é ouvir toda a sorte de "analistas" e "comentadores" a tecerem opiniões sobre assuntos que não dominam. Aproximam-se uns serões longos. Haja Deus e um mp3 por perto.

publicado por bmptavares às 06:12
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Sexta-feira, 7 de Novembro de 2008

Devo ser daltónico

Tinha ficado convencido que o senhor Obama era presidente de todos os americanos. Afinal estava enganado: parece que é apenas presidente dos afro-americanos. A questão da cor da pele, que se evitou durante toda a campanha aparece, agora, em todo o seu esplendor, demonstrando que não é (e não foi) dispicienda. É pena. Obama é um tipo esperto e desempoeirado que se quis afirmar simplesmente pelos seus méritos. Merecia melhor sorte.

O ridículo da coisa assume foros de doença psiquiátrica em Portugal como, aliás, seria de esperar. No "Público" de ontem surgem extensas páginas com reacções de negros portugueses que se destacam em diversas áreas. Tudo muito bonito, politicamente impoluto mas triste. O efeito é o oposto ao pretendido e esclarece porque, em Portugal, Obama podia dedicar-se à pesca: é como se essas pessoas fossem aves raras que atingiram sucesso profissional não pelo seu mérito pessoal mas porque são de determinada cor.

Do mesmo modo, transmite-se a ideia de que os negros, por essa biológica razão, estivessem necessariamente obrigados a apoiar Obama. Isto dá a dimensão de como o racismo é, realmente, uma coisa muito complexa e perturbadora. Se, por hipótese, McCain tivesse ganho, isso significaria exactamente o quê? Que todos os homens brancos de 70 anos tinham, obrigatoriamente, votado nele, independentemente das suas ideias, simplesmente por uma afinidade bilógica?

No mesmo sentido, há o testemunho de um são-tomense. Passo a citar: "Viva a raça negra, viva a nossa raça, hoje somos líderes depois de séculos de sofrimento (...)". Não são necessários comentários, pois não? Pensemos apenas nas consequências de afirmações semelhantes proferidas por um branco... Eu julgava, talvez um pouco ingenuamente, que esta eleição serviria para esbater a questão racial. Afinal, parece que sevirá para a avivar.

Outra inspirada criatura: "Um dia isto vai virar. Mesmo aqui em Portugal". Mais uma vez a questão racial vem de onde menos se esperava. Este espírito de carácter revanchista é contrário às justas reinvindicações de igualdade de tratamento dos negros. Deseja-se uma espécie de supremacia negra que suceda à supremacia branca, quando o que devia acontecer era uma supremacia das ideias e do mérito individuais. 

 

Podemos duvidar das ideias de Obama, do seu conteúdo e consistência mas, sinceramente, o homem merecia que o destaque da sua eleição fosse outro que não o de um simples acaso genético.

publicado por bmptavares às 04:55
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Quarta-feira, 5 de Novembro de 2008

Ora então vamos lá ver...

Já sentem o mundo a mudar? Já sentem esse suave odor salvífico que emana da América? Não? Pois, é natural. Um dos meus livros preferidos é "O Leopardo" de Lampedusa. Lá se diz que tudo deve mudar para que tudo permaneça na mesma. Grande malha!

Obama prometeu muito mas cumprirá pouco. Ele é uma espécie de Lula dos EUA. Não, não tem um gosto especial pela "branquinha" (tem mais ar de intelectual universitário que acha que o cúmulo do charme é beber um copo de vinho tinto sentado à lareira). O que sucede é que também Obama será uma desilusão para os seus mais fiéis seguidores: para todos aqueles que o vêem como o farol que iluminará, finalmente, os americanos no glorioso caminho para o socialismo. Quando Lula foi eleito houve por aí muito boa gente que já arreganhava a tacha a contar com naconalizações em massa, expropriações aos latifundiários, impostos sobre as fortunas, enfim, muitas coisas bonitas, pá. Com Obama é igual. É claro que o homem não é nenhum liberal mas também não é parvo. Sabe muito bem que a vasta maioria dos americanos (incluíndo uma larga faixa dos que o elegeram) não embarca em desvios socialistas (aliás, o desgraçado teve que berrar que não era um da tribo). É que o socialismo não é só economia (nenhum sistema poliítico é só económico); ele é, sobretudo, social e cultural. E os americanos não gostam muito de ver o Estado a entrar-lhes pelas casas adentro sem ser convidado (é que o Estado tem o péssimo defeito de não fazer apenas visitas de cortesia).

Alguns indicadores desse "realismo" foram sendo dados ao longo da campanha, com o discurso a suavizar e a descair para o centro. E muitos mais serão dados quando começar a sua Administração. Caso contrário, mais do que arriscar-se a não ser reeleito, arrisca-se a nem sequer chegar ao fim do mandato. Acham exagero? Experimentem a "really piss off" os americanos!

Na política externa, a ver vamos. Por enquanto, são tudo rosas. Depois, alguém há-de reparar nos espinhos. Se, por um lado, Obama pode abrir importantes portas de diálogo (nomeadamente na América do Sul), por outro estará ele na disposição de se mostrar aos seus "fellow americans" na companhia de Chávez, Fidel e daquele senhor baixinho e oleoso que parece que manda no Irão?

Desconfio que, daqui por um ano ou ano e meio, muita gente já há-de ter virado o bico ao prego e Obama já não há-de parecer tão simpático. Quem viver, verá!

O que parece certo é que com a eleição de Obama são mais as dúvidas do que as certezas.

Queriam o homem, não queriam? Pois agora aguentem-no!

publicado por bmptavares às 04:49
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