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Segunda-feira, 14 de Dezembro de 2009

Leituras

 

A minha leitura actual. Considerado pela crítica como uma das obras da década, este livro póstumo de Bolaño é uma obra de peso (literalmente, já que são mais de 1000 páginas).

Este romance segue uma linha que já tinhamos visto em Detectives Selvagens: se neste era a procura da poetisa Cesaria Tinajero, naquele é a busca do escritor Benno von Archimboldi. No entanto, em 2666, poderíamos falar em 4 livros distintos unidos por um fio ténue mas perceptível. 

Em minha opinião, a melhor característica de Bolaño é ser latino-americano sem parecer latino-americano. Ou seja, não segue os "cânones" . E, por isso, é original. Não há cá realismo mágico nem pantominices semelhantes. Apesar disso, nalguns trechos faz lembrar Borges (o que, neste caso, só o favorece). É, sem dúvida, um excelente livro e que se lê com uma rapidez surpreendente.

 

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Quinta-feira, 28 de Maio de 2009

Livros

 

Já há uns tempos que não falava de livros. Entretanto reli alguns, descobri outros mas, presentemente, estou a meio deste Catarina de Bragança, de Isabel Stilwell. Um pouco decepcionante, devo dizer. Pelo menos, para quem esperava outra coisa. A verdade é que, tendo em conta o que a autora escreve habitualmente na imprensa, não devia ficar surpreendido. É verdade que se trata de uma biografia sem grandes erros históricos mas que pouco adianta ao que normalmente se conhece da personagem histórica. Por isso, esperava algo mais - digamos - académico. O problema principal nem sequer é o conteúdo, é antes o tom. Na evidente tentativa de tornar o livro acessível a um público vasto, a autora transformou a História numa novela das oito, cheia de amores, pensamentos adolescentes, diálogos coloquiais (será possível que numa família real do século XVII, todos se tratassem por tu?), diálogos algo fantasiosos, estereótipos da historiografia romântica (D. João IV é um fraco, sem vontade; D. Luísa de Gusmão é a verdadeira governante do reino; D. Teodósio é o príncipe perfeito; D. Afonso VI um pateta disforme; Carlos II de Inglaterra um estouvado com bom coração; D. Catarina a verdadeira heróina clássica, frágil mas decidida, apaixonada mas inteligente).

Ao fim e ao cabo, o livro não é intragável. O seu maior problema, na minha opinião, é "juvenilizar" demasiado a História, tornando-a apetecível a todos. Um exercício louvável mas vulgar.

 

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Sexta-feira, 13 de Março de 2009

Quando a Arte era Arte XXIX- Literatura

A Ilha do Tesouro, de R. L. Stevenson

 

Robert Louis Stevenson, escritor britânico de finais do séc. XIX, deixou-nos como legado algumas narrativas que se tornaram clássicas, entre as quais se destaca A Ilha do Tesouro. Trata-se de uma deliciosa história de piratas cheia de emoções e perigo. Nela são contadas as peripécias vividas por Jim Hawkins, um jovem que se vê envolvido na busca de um tesouro enterrado pelo maldoso capitão Flint. O enredo cativante, delineado com mestria e a caracterização inigualável das personagens contribuem para que este romance de aventuras continue a ser um dos mais pareciados da literatura mundial.

 

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Quinta-feira, 26 de Fevereiro de 2009

Quando a Arte era Arte XX - Literatura

A Luz em Agosto, William Faulkner

 

Galardoado com o Prémio Nobel da Literatura de 1949, William Faulkner permanece como um dos mais autênticos romancistas norte-americanos do século XX. Em A Luz em Agosto, a sua escrita poderosa e o seu génio narrativo fazem-nos entrar no mundo de contrastes dramáticos do Sul profundo dos Estados Unidos. Entre a claridade e a sombra se desenham os contornos da história fatal de Joe Christmas, cujo enredo suscita reflexões sobre a culpa, a sexualidade, o racismo e a religião. Uma técnica romanesca apurada é usada pelo autor para abordar os temas e as verdades universais subjacentes a toda a sua obra (excerto retirado do livro publicado na Biblioteca da revista Visão).

 

 

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Quinta-feira, 19 de Fevereiro de 2009

Quando a Arte era Arte XV - Literatura

O Jogador, Fiodor Dostoievski

 

Rezam as crónicas que Dostoievski escreveu O Jogador em circunstâncias especiais. Para cumprir o prazo de entrega ao editor, teve de suspender a redacção de Crime e Castigo e ditar o novo romance a uma estenógrafa, que se tornaria a sua mulher. Diz-se também que foi com este livro que Dostoievski se libertou do vício do jogo.

Curiosidades à parte, o certo é que o romance assenta em vivências do escritor, que descreve de forma acerada o ciclo vicioso do jogo, a roleta que dita o entusiasmo e o desespero, a esperança ou a infelicidade, a luta contra os próprios limites da existência. Por isso, por possuir essa evocação crua da vida do próprio autor, O Jogador se ergue como a melhor obra de Dostoievski superando, na minha opinião, o mais celebrado Crime e Castigo.

 

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Quinta-feira, 12 de Fevereiro de 2009

Quando a Arte era Arte X - Literatura

O Grande Gatsby, F. Scott Fitzgerald

 

Nick, um jovem americano vindo do Midwest, torna-se vizinho do misterioso milionário Jay Gatsby. O jovem vê-se, assim, envolvido num mundo de festas e luxo, onde a figura de Gatsby permanece sempre distante e fria. Nick consegue aproximar-se do seu estranho vizinho e torna-se seu confidente, descobrindo uma série de mistérios acerca do seu passado.

O sonho americano sempre teve duas faces, que se vêem retratadas neste romance: a glória e a decadência do self-made man, a ambição desmedida e a busca desenfreada do dinheiro. O futuro surge tão prometedor como ilusório, tendo por pano de fundo a chamada Idade do Jazz, uma América aparentemente feliz e louca, onde as intrigas amorosas, as paixões, o adultério e o crime se misturam com as festas, o champanhe e os carros rápidos.

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Sexta-feira, 6 de Fevereiro de 2009

Quando a Arte era Arte V - Literatura

O Leopardo, Giuseppe Tomasi di Lampedusa

 

Um grande livro, sobretudo porque o autor não era escritor "profissional" e, por isso, estava livre de uma certa presunção que os aflige. Foi apenas aos 58 anos que o Príncipe de Lampedusa e Duque de Parma começou a escrever o romance, retratando uma aristocracia agonizante e em declínio, face a uma nova realidade política e social: a unificação da Itália.  Os novos tempos arrastam consigo, paradoxalmente, um misto de desilusão e descrença, vistos aos olhos de um velho príncipe (D. Fabrizio). Por entre a nostalgia de um tempo irremediavelmente perdido e as incertezas do presente e do futuro, D. Fabrizio analisa a própria condição humana e as suas fraquezas e fragilidades inerentes.

É preciso que tudo mude para que tudo fique na mesma, a frase icónica que resume todas as revoluções exteriores e interiores.

 

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Sexta-feira, 9 de Janeiro de 2009

Leituras V

 

"A Morte de Theo Van Gogh", Ian Buruma (Editorial Presença)

 

Na mesma linha, sugiro este livro. Em Novembro de 2004, um jovem muçulmano assassinou Theo Van Gogh (descendente do famoso pintor) - uma criatura desbocada e polémica da sociedade holandesa - em Amesterdão, no coração do multiculturalismo europeu. O autor, de origem holandesa, regressa ao seu país e confronta-o com o seu passado. As contradições de uma sociedade que vive em permanente tensão, na aparente calma dos canais e dos moinhos de vento ( aliás, como refere o autor, uma Holanda que já não existe). Um mundo que oscila entre a hospitalidade e a xenofobia e uma população que se sente traída pelas promessas do multiculturalismo.

Vencedor do "LA Book Prize", em 2006 e considerado um dos dez melhores livros do ano pela Time.

 

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Leituras IV

 

"O Ocidente e o Resto", Roger Scruton (Guerra & Paz)

 

Na sequência do post anterior, aqui fica uma sugestão de leitura, não aconselhada a mentes mais sensíveis. O filósofo britânico propõe uma visão dura e polémica sobre o Ocidente e a sua relação com o Mundo Islâmico. Expondo as diferenças essenciais entre as duas sociedades, leva-nos a contemplar um futuro não muito risonho. Se tudo o que o Ocidente tem para oferecer é liberdade, então caminha para a destruição. Isto remete-nos para o abandono de valores tradicionais do Ocidente que levam à desagregação da sociedade. Sobretudo, face às sociedades islâmicas ficamos a perder.

Uma visão particularmente poderosa do Mundo pós-11 de Setembro.

 

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Segunda-feira, 29 de Dezembro de 2008

Leituras III

 

 

Este livro é um Lobo Antunes classic. Mantém-se o estilo, a forma. Há quem não aprecie um e outro; já li algures que os seus livros são apenas esboços de romances, que os verdadeiros romances estão no fundo de uma gaveta. O estilo, de facto, não segue os cânones do romance: a escrita não é fluída e descritiva, as frases não têm começo nem fim, as personagens são vagas e difusas. Mas mais importante do que a forma é o que está lá dentro. E lá dentro, estão Portugal e os portugueses. Somos nós que estamos ali. Os nossos fantasmas, os nossos medos e desejos. Por tudo isto, Lobo Antunes, é o mais português de todos os escritores actuais. Porque só um português e em português (se) pode escrever assim.

O que é mais fascinante nos seus livros? São as pessoas comuns que ali estão. São personagens vulgares e, por isso, imprevisíveis e profundas.

Eu gosto deste estilo quebrado, em que as vozes das personagens se sobrepõem em camadas, num palimpsesto de vidas. Os factos não são claramente descritos, deixam ao leitor a tarefa de os subentender. Mais importante do que o que está escrito, é o que está nas entrelinhas.

 

 

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