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Quarta-feira, 31 de Março de 2010

Subtilezas

Curioso post de João Miranda no Blasfémias.
publicado por bmptavares às 02:57
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Terça-feira, 16 de Março de 2010

Não, não é estranho

Deixo aqui o link de um artigo de Helena Matos no blog Blasfémias, relativo à forma como têm sido noticiados os casos de pedofilia dentro da Igreja Católica. É um artigo pequeno mas que deixa bem claro como discretas e subtis alterações na linguagem podem fazer uma grande diferença e revelar toda uma forma de pensar.

 

blasfemias.net/2010/03/13/e-estranho/

 

 

publicado por bmptavares às 04:19
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Segunda-feira, 27 de Abril de 2009

Santo Condestável

São Nuno de Santa Maria

 

Há muito tempo santo no sentimento do povo, que sempre o chamou de Santo Condestável, foi uma figura de enorme importância para Portugal. Mas, acima de tudo, deu uma lição de humildade e desapego aos bens materiais. Naquele tempo, era o homem mais rico do Reino, popular, influente. Por amor de Deus deixou tudo, teve uma vida de oração e pobreza, chegou a mendigar à porta do Convento do Carmo e morreu numa cela minúscula  e austera.

 

publicado por bmptavares às 15:15
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Sexta-feira, 20 de Março de 2009

Os outros filhos de Deus

Apesar de ser dos poucos chefes de Estado que se deu ao trabalho de perder meia dúzia de dias a visitar o continente africano, o Papa não deixou de ser enxovalhado e insultado. A questão prende-se com a sempre delicada relação da Igreja com a sexualidade. Ou devo dizer: a sempre delicada interpretação que a sociedade faz do discurso da Igreja Católica no que diz respeito à sexualidade. O horror da classe bem-pensante ocidental tem a ver com as declarações pontifícias acerca do uso do preservativo. Suponho que as boas mentes estariam à espera que o Papa não abordasse o tema ou, na melhor das hipóteses, proferisse qualquer coisa diferente daquilo que é a posição da Igreja, nesta matéria. Breaking news: a Igreja deve preocupar-se mais com a sua coerência de pensamento do que em agradar aos ateus deste mundo.

É um facto inelutável que a SIDA é uma tragédia em África (mais uma). É também evidente que o uso do preservativo pode prevenir a sua propagação. Simplesmente, as condições sociais, culturais e de saúde pública não permitem que o uso do preservativo, por si só, possa servir de muito. Ou que, entre tantas tragédias, seja uma prioridade absoluta para os próprios africanos. Antes de mais, seria necessário um revolução educacional e de mentalidades. E, antes dessa, a erradicação da fome. É precisamente a Igreja Católica que, com a sua acção contínua, empenhada, única e, muitas vezes, vital, mais luta nesse sentido.

Aqueles que julgam que as palavras do Papa são, elas mesmas, um escândalo, esquecem o escândalo maior: que se condene e abandone um continente inteiro às mãos de uma corja política, sem escrúpulos. E, além disso, sugerem, subrepticiamente, uma certa diminuição intelectual dos africanos mas eles seguirão ou não as propostas da Igreja, como qualquer outra pessoa em qualquer outro continente (ou seja, muito pouco, a este respeito). Transformam-nos em seres desprovidos de vontade própria. Ignoram que eles estão mergulhados num caldo cultural muito forte, peculiar e antigo. Os africanos continuarão a comportar-se como lhes aprouver, na medida do possível. O Papa, muito simplesmente, propõe-lhes uma forma radicalmente nova de encarar a sexualidade e, mais do que isso, a afectividade.

publicado por bmptavares às 21:13
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Sexta-feira, 13 de Fevereiro de 2009

Saramago: a infalibilidade do Nobel

 

"Os senhores cardeais e os senhores bispos, incluindo obviamente o papa que os governa, não andam nada tranquilos. Apesar de viverem como parasitas da sociedade civil, as contas não lhes saem. Perante o lento mas implacável afundamento desse Titanic que foi a igreja católica, o papa e os seus acólitos, saudosos do tempo em que imperavam, em criminosa cumplicidade, o trono e o altar, recorrem agora a todos os meios, incluindo o da chantagem moral, para imiscuir-se na governação dos países, em particular aqueles que, por razões históricas e sociais ainda não ousaram cortar as sujeições que persistem em atá-los à instituição vaticana. Entristece-me esse temor (religioso?) que parece paralisar o governo espanhol sempre que tem de enfrentar-se não só a enviados papais, mas também aos seus “papas” domésticos. E digo ainda mais: como pessoa, como intelectual, como cidadão, ofende-me a displicência com que o papa e a sua gente tratam o governo de Rodriguez Zapatero, esse que o povo espanhol elegeu com inteira consciência. Pelos vistos, parece que alguém terá de atirar um sapato a um desses cardeais."

 

O excerto acima foi retirado de um artigo maior, publicado no blog associado à Fundação Saramago. O emérito escritor, aparentemente, está senil. Poderão contrapor que os seus ditos e escritos nunca fizeram muito sentido e, por isso, a senilidade está-lhe há muito associada. Bom, talvez. Durante um longo período o senhor sofria apenas de uma estranha mas comum forma de ilusão e cegueira (olha a ironia). Agora não diz coisa com coisa. Por um lado, refere a aparente derrocada da Igreja Católica (um sonho antigo da criatura) mas, por outro lado, atribui-lhe uma pujança capaz de amedrontar governos. E se os governos a temem, não será por que as pessoas ainda lhe conferem algum crédito, na defesa de certos valores morais?

 Não sei se o senhor estará recordado que há muito tempo se deu esse curioso fenómeno que atende pelo nome de separação da Igreja do Estado (compreendo que o senhor prefira a modalidade "eliminação da Igreja pelo Estado"). A Igreja Católica (ou qualquer outra, bem como qualquer instituição, movimento ou conjunto de pessoas) tem todo o direito de tentar fazer valer os seus pontos de vista junto dos governos. E estes não estão livres de serem tratados com displicência, temor, carinho, ódio, nojo. É assim que funcionam as democracias. Eu sei que o nobilíssimo Nobel não está familiarizado com o tema mas eu explico. A Democracia é aquela invenção esquisita que lhe permite desancar sem dó na Igreja, publicar os seus disparates e ainda receber dinheiro por isso. É uma coisinha incómoda quando é também utilizada por aqueles de quem não gostamos ou cujas opiniões desprezamos. 

 

Quanto a viveram "como parasitas da sociedade civil" tenho apenas três palavrinhas: CASA DOS BICOS! Pois é, diz-lhe alguma coisa? É que para a Igreja só contribui quem quer e só dá ouvidos quem está nessa disposição; já para o Senhor Saramago contribuímos todos, gostemos ou não.

 

publicado por bmptavares às 15:58
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