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Terça-feira, 7 de Abril de 2009

God save the Queen!

 

Depois do surpreendente abraço de Michelle Obama, os berros de Berlusconi. Pobre senhora! God save our gracious Queen/Long live our noble Queen!

 

publicado por bmptavares às 02:37
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Segunda-feira, 6 de Abril de 2009

Ainda a Cimeira do G20

Relativamente ao post que escrevi sobre a Cimeira do G20 em Londres, recebi um comentário do sempre atento Inframodal. Como temo alongar-me na resposta, dedico mais um post ao assunto.

Por detrás desta luta contra a globalização (luta no sentido físico e não apenas no teórico), ou seja, contra a liberdade de circulação de pessoas e bens, esconde-se uma outra luta mais antiga e profunda: uma guerra contra o liberalismo. Não há aqui nada de novo. A retórica é a mesma, os métodos de intervenção são os mesmos, os resultado seriam, infalivelmente, os mesmos. Não aprender com os erros do passado é humano mas é também estúpido. E com isto refiro-me também aos erros do capitalismo (deixemos de lado os juízos moralistas acerca de ganância, usura ou obscenidade): objectivos financeiros irrealistas, irresponsabilidade de gestores, fortunas baseadas em dinheiro que, verdadeiramente, não existe, padrões de vida acima das possibilidades reais, crédito fácil, entidades reguladoras ineficazes, intervenção estatal, etc. Mas as soluções para estes desafios têm que ser verdadeiramente novas e não regressos ao passado. Sobretudo dar mais liberdade e responsabilidade aos indivíduos. Libertá-los das terríveis e entorpecedoras grilhetas do Estado. O Estado deve ser o árbitro da economia, estabelecer as regras. Não deve ser um dos jogadores.

 

Quanto a reler Marx: essa é uma ideia muito em voga. Resulta, no entanto, numa perda de tempo. Antes de mais, porque Marx parte de um pressuposto errado: confunde igualdade com igualitarismo. Uma coisa é a igualdade de direitos, deveres e oportunidades, outra é o igualitarismo, um sistema político onde todos os homens devem pensar da mesma maneria, necessariamente. Além disso, este não é o fim do capitalismo. Pelo menos, não como Marx previu: segundo o próprio o capitalismo provocaria o alastramento da pobreza sobre as classes trabalhadoras, subjugadas por um grupo restrito de capitalistas cada vez mais ricos. É uma ideia que tem feito doutrina. Mas é uma ideia que os factos desmentem. Nunca os trabalhadores conheceram melhores condições de vida, os "patrões" capitalistas são também fortemente penalizados pelas crises (por esta, em particular). A concentração capitalista é outro dos erros: há um número crescente de pequenas e médias empresas.

O comunismo é, na sua base, perfeitamente injusto: os trabalhadores produtivos são tão valorizados como os que não produzem; o cidadão comum não pode construir o seu futuro pelas próprias mãos, tem que se sujeitar à intervenção do Estado; a inventividade e a imaginação são desaconselhadas; a escolha é reduzida; as diferenças naturais entre os indivíduos são desvalorizadas e procura-se o padrão nos comportamentos e pensamentos. O comunismo é, pela sua própria natureza teórica, totalitário, injusto e castrador.

publicado por bmptavares às 02:46
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Quinta-feira, 2 de Abril de 2009

O mundo alternativo

 

Por muito que isso custe a certas pessoas, a verdade é que estas manifestações têm muito pouca adesão do cidadão comum, mesmo que este esteja profundamente desiludido com os políticos, irritado com os banqueiros ou preocupado com o destino comum. A maioria dos participantes desta espécie de turismo de violência é simpatizante de movimentos de extrema-esquerda. Não vale a pena discutir o assunto. Toda a gente sabe disso, os próprios sabem disso e dizer o contrário é tentar tapar o sol com a peneira. Por isso, estas manifestações têm um valor muito relativo. Elas acontecem sempre, estejamos em crise ou em tempos de prosperidade e serve de palco para certas tribos desfilarem quase em catarse colectiva. Olhando a imagem acima, ficamos esclarecidos sobre a doutrina desta gente, com maiores ou menores derivações: a democracia é uma ilusão (coisa que não surpreende vinda de quem vem, amigos de Cuba, Coreia do Norte, saudosistas da URSS e da Albânia); o proteccionismo / nacionalismo económico; o anticapitalismo primário e antigo. Acontece, muito simplesmente, que é precisamente o capitalismo que permite este tipo de manifestações, é o capitalismo que permite a expressão de ideias tão diversas e contraditórias. Aliás, foi o capitalismo que permitiu e continuará a permitir que milhões de pessoas fugissem da pobreza extrema e que concedeu o período de maior bem-estar da história da humanidade. Mas o capitalismo é mais do que um sistema económico. É, antes de mais, um sistema de liberdade e de igualdade. Duvido que, num mundo "alter-mundialista" se pudessem ver manifestações de pessoas que discordassem dele, dada a tentação totalitária e moralista que esteia esses movimentos defensores de uma globalização alternativa.

 

 

Os mesmos que proclamam a fraternidade, a solidariedade, a paz e a liberdade estão sempre prontos a dividir o mundo em categorias morais, a ignorar as necessidades dos outros, a agredir e vandalizar, a impor a sua maneira de pensar. Uma das virtudes das democracias liberais é, precisamente, o respeito pela diferença e pela diversidade de pensamento e formas de vida. É hoje perfeitamente possível viver m comunidades que não acreditam no sistema capitalista, professar diferentes religiões ou defender diversas ideias políticas. Esta gente parece não ter pejo em impor as suas ideias pela via da violência.

 

Fotos: Sky News

 

Um movimento anarquista convocou a população "a queimar os banqueiros", e entidades como o banco JP Morgan, que decidiram recomendar o seu pessoal a trocar o fato e a gravata por trajes mais informais para não chamar a atenção. Isto faz lembrar períodos negros da história: em vez de banqueiros erma judeus e em vez da gravata tinham uma estrela de David.

Esta gente é perigosa, fanática e gostaria de tornar o mundo numa gigantesca ditadura, onde eles seriam uma espécie de polícia dos costumes, sempre pronta a relembrar aos cidadãos o que pode e o que não pode ser feito. Curiosa é a aparente benevolência de que goza junto da comunicação social. Ninguém toleraria o regresso dos ideiais nazis. Porquê, então, tolerar o retorno de ideiais e formas de actuação próprias de regimes igualmente criminosos e abjectos?

publicado por bmptavares às 03:09
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