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Terça-feira, 9 de Junho de 2009

Eleições europeias 2009 - II

Como sempre o meu querido concelho de Proença-a-Nova não desiludiu:

 

PPD/PSD - 47,67%

 

PS - 24,63%

 

CDS-PP - 7,75%

 

BE - 5,44%

 

PCP-PEV - 1,96%

 

 

publicado por bmptavares às 03:20
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Eleições europeias 2009

As noites de eleições nem sempre são esclarecedoras mas são sempre divertidas. Apesar de não ter acompanhado continuamente o serão televisivo, aqui ficam alguns comentários.

1) Ainda bem que o PSD ganhou. A vitória foi fruto do esforço de Paulo Rangel e de Manuela Ferreira Leite e prova que, apesar de tudo, a seriedade, a contenção e a elevação ainda valem alguma coisa para os portugueses. Apesar disso, fica a dúvida sobre o que se passará no PSD com Paulo Rangel no PE;

 

2) Ainda bem que o PS perdeu. Escolheu um candidato cabeça-de-lista desadequado a participar em qualquer coisa que envolva eleições (evento que, claramente, abomina), que conduziu uma campanha deplorável, rasteira e pouco edificante. Podia retirar-se para o seu lugarzito em Estrasburgo com alguma dignidade (ao contrário do que pensa, em actos eleitorais não há humilhações) mas nem isso conseguiu: despediu-se com um discurso oco, titubeante e servil, indigno de um homem da sua estatura intelectual. Já para não falar na deselegância de não ter cumprimentado pessoalmente o vencedor...

 

3) A maior fraude política da história da democracia portuguesa conseguiu mais de 10% dos votos. O crescimento do BE pode ter atingido o seu zénite, inflacionado pelo voto de protesto que regressará à origem nas legislativas; mas pode ser também o início de aproximação do BE ao poder. O que eu gostava de saber é como uma agremiação de radicais de esquerda, que defenderam (ou defendem) os regimes mais sanguinários da História, se transformaram nos arautos da "esquerda moderna"! Juntamente como PCP atingem mais de 20% dos votos. Isto significa que, em pleno século XXI, por cada 100 portugueses votantes existem 20 que acreditam o comunismo (qualquer que seja a sua forma) é a melhor solução. Mais uma singularidade portuguesa. Pobre país. Se mais necessidade houvesse de demonstrar o atraso nacional, aqui está mais um exemplo. Brinquem com o fogo, brinquem. Depois queixem-se que se queimam;

 

4) Aparentemente, a morte do capitalismo foi novamente adiada. Por toda a Europa, a direita venceu (quer estivesse no governo, quer na oposição). E isto leva-nos a várias conclusões curiosas: a primeira é que a crise não é pretexto para o mau desempenho eleitoral dos governos, mas a crise portuguesa é; a histeria estatista da moda parece mais desejada pelos teóricos e pelos jornais do que pelos cidadãos; apesar da viragem à esquerda nos EUA (apesar das diferenças) e do charme Obama, a Europa decidiu rumar à direita. O futuro dirá qual foi a melhor escolha...

 

5) Por fim, uma palavra de apreço às empresas de sondagens. Por causa delas, tivemos direito a uma noite eleitoral cheia de surpresas e reviravoltas. A elevada abstenção não explica tudo, meus senhores...

publicado por bmptavares às 02:45
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Terça-feira, 2 de Junho de 2009

Vontade de mudança?

Os portugueses adoram dizer mal dos políticos. Mas parecem não perceber que, com isso, também dizem mal de si mesmos, porque os políticos são um espelho da sociedade de que fazem parte. Já aqui o escrevi: em democracia, cada país tem os políticos que merece. E, muito honestamente, parece-me que os portugueses têm pouca vontade de mudar. Se não vejamos: em todas as sondagens, apesar de tudo, o PS surge em primeiro lugar nas intenções de voto. Apesar do descrécimo dos últimos meses, não parece demasiadamente afectado não só pela crise mas, mais importante, pelo péssimo desempenho dos governantes, pela perturbadora aparência de autoritarismo e controlo, pela sucessão de "casos" e gaffes, etc. Num país normal, o PS saíria fortemente penalizado nas sondagens. Veja-se o que se passa em Inglaterra. Com o Parlamento envolvido num grande escândalo, com um governo inoperante e que combate a crise onerando ainda mais os contribuintes, o Partido Trabalhista surge em 3º lugar nas sondagens (nalguns casos com 12 a 15% dos votos). O caso é ainda mais insólito quando o PS apresenta um cabeça de lista decepcionante, sem propostas, sem ideias, cuja acção se centra no ataque à oposição e no débito de duas ou três vulgaridades sobre o "país positivo".

Quanto ao PSD - que tem um bom cabeça de lista - ainda sofre (e sofrerá) dos estragos causados por Santana Lopes e Luis Filipe Menezes. Junta-se a isto a total alergia que os portugueses têm por políticos sérios e formais (o maior erro político da actualidade é não ser cool e optimista - em suma, um pateta alegre), como o são Paulo Rangel e Manuela Ferreira Leite.

Um país europeu, que quer fugir do endémico atraso económico, que tem que competir com inúmeras economias emergentes (não só na Europa de Leste mas no Mundo), que quer melhorar a educação, a saúde; um país que, em última análise, se quer desenvolver e que, simultaneamente, dá quase 20% à extrema-esquerda anti-democrática, está condenado ao fosso. A vontade dos cidadãos é soberana, em democracia, mas isso não sognifica que as suas escolhas sejam as melhores. Nós, que adoramos importar tanta coisa, não aprendemos nada com os outros países desenvolvidos, politicamente falando. Não há, nem nunca houve e certamente nunca haverá país no mundo que se tenha desenvolvido e proporcionado bem estar aos seus cidadãos, conferindo 20% à extrema-esquerda (haverá algum investimento estrangeiro que resista? Haverá alguma liberdade que não corra sérios riscos? Como seriam as relações de Portugal com os outros países, com as instituições internacionais?) e quase eclipsando o único partido democrata-cristão (e com laivos liberais) que existe no panorama político nacional. Mais uma vez, tomemos como exemplo a Inglaterra: perdida a confiança no governo Trabalhista, os eleitores viram-se para a alternativa mais fiável (os Conservadores) e para um terceiro partido (que agora seria o 2º mais votado). E é esse partido de extrema-esquerda ou de extrema-direita? Não, são os Democratas Liberais.

Dir-me-ão que nós não temos que seguir os outros, nem temos a história política da Inglaterra. Podem também argumentar que o êxito dos partidos é fruto do seu mérito ou demérito. Bom, a questão do mérito é discutível (muitas vezes, o crescimento eleitoral é penas fruto da mais rasteira demagogia). Mas, convenhamos que esses argumentos são verdadeiros. Então, cada um terá de arcar com as consequências das suas escolhas e não atirar as culpas para cima dos outros, como muito apraz fazer aos meus caros concidadãos.

publicado por bmptavares às 02:41
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Wishful thinking

O presidente da AMI admitiu, esta segunda-feira, que o aumento do desemprego pode ser um factor socialmente explosivo em bairros sociais. Na opinião de Fernando Nobre, é preciso fazer tudo para acabar com os guetos.
 
 

«Não é porque se diz que somos um povo de brandos costumes que esses brandos costumes permanecerão indefinidamente», já que tudo depende do «nível de desespero em que as pessoas se sintam mergulhadas», afirmou.

tsf.sapo.pt/Eleicoes/Europeias2009/Interior.aspx

 

Outro que anda esperançado que se voltem a repetir os acontecimentos da Bela Vista e, se possível, os da Grécia e de França.

publicado por bmptavares às 02:28
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Sexta-feira, 29 de Maio de 2009

Política de metro e meio

O Professor Doutor de Coimbra Vital Moreira, durante um comício em Évora, associou "figuras gradas ao PSD" à "roubalheira" do BPN. Com isto, confirmamos uma coisa que já sabíamos acerca do douto Professor: dois pesos e duas medidas. O que ainda não sabíamos era que também possuía dotes de vidente. É que o senhor Professor já se adiantou aos tribunais e já condenou suspeitos e botou sentença.

 

Circula por aí um vídeo que associa imagens violentas de animais maltratados ao deputado Paulo Rangel. A coisa é tão baixa e vil que me abstenho de colocar o vídeo.

 

Assim vai a política em Portugal: baixinha, baixinha...

publicado por bmptavares às 02:44
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Quinta-feira, 28 de Maio de 2009

Desvitalizado outra vez

Cada vez que vejo o Professor Vital Moreira na televisão sinto um certo constrangimento. É um sentimento comum sempre que vejo alguém a fazer uma triste figura. Especialmente, quando se trata de alguém cujo brilhantismo académico é largamente reconhecido. O fenómeno é comum. Todos conhecemos "mentes brilhantes" que se revelam totalmente inaptos nas relações sociais mais espontâneas; gente que domina o denso vocabulário científico com mestria mas que, noutras circunstâncias, apenas balbucia ou produz os mais rematados disparates. É uma explicação para a péssima prestação do Professor Vital nesta campanha para as eleições europeias. Bom, ou isso ou a simples falta de ideias ou a falta de consistência das poucas que apresenta. É que não lembra ao Diabo, numa altura destas, vir propor um novo imposto e, ainda por cima, ter o desplante de dizer que só o esclarece depois das eleições!

publicado por bmptavares às 02:39
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Terça-feira, 26 de Maio de 2009

Agenda escondida

Miguel Portas (BE) promete falar sobre  a "verdadeira agenda escondida da campanha". Toda a gente sabe que estas criaturas adoram uma boa teoria da conspiração, por isso não espanta a escolha de palavras. No entanto, não deixa de ser curiosa. Principalmente vinda de quem vem. A este respeito permito-me transcrever um excerto do ensaio publicado na última edição da Visão, da autoria de Freitas do Amaral (infelizmente não consegui encontrar o artigo online e o respectivo link):

 

"(...) Parecem oportunas algumas perguntas directas a Francisco Louçã (...)

 

1) Qual é a ideologia do BE? É marxista ou não? Se é marxista, é-o apenas no sentido de adoptar a crítica de Marx ao capitalismo, ou é-o integralmente e, portanto, preconiza a "revolução comunista" e a primeira fase necessária desta, a da "ditadura do proletariado"?

 

2) Qual o modelo de socialismo do BE? É o de Lenine ou é o de Trotsky? Ou talvez o de Mao? Ou o de Tito? Ou o de Fidel?

 

3) Se o BE não adoptar nenhum modelo de socialismo já experimentado (talvez porque todos falharam...), e por isso propõe - tal como o MFA em 1975 - uma "via original para um socialismo português", que via é essa? Em que consiste? O que é que tem de original? Para quem já o ouviu defender a nacionalização da Energia (...), o que pensa da nacionalização da Banca? E dos Seguros? E dos transportes colectivos? Em que difere, aqui, do PCP?

 

4) O BE, como movimento urbano e suburbano que é, pouco fala da agricultura: é ou não a favor de uma nova Reforma Agrária? De que tipo? Diferente da de 1975?

 

5) Como é que o BE fundamenta, em termos de Economia Política, o lema de que "quem tem lucros não pode despedir trabalhadores"?E então a Quimonda, que tinha lucros e deixou de os ter, porque o seu único produto deixou de ter compradores no mercado mundial? Nacionalizava-a? Mas para a pôr a produzir o quê? Como combateria o desemprego se fosse governo?

 

6) Na perspectiva da política económica geral, que modelo defende o BE? É monetarista ou Keynesiano? Manteria Portugal na UE? E no Euro? Que pensa do famogerado Pacto de Estabilidade e Crescimento - se, ou quando, for levantada a sua actual suspensão de facto?

 

7) E, por último, que pensa o BE da NATO?Teve ou não um papel positivo na "guerra fria"? E agora? Deve ser suprimida? Mantida nas suas funções iniciais? Ou transformada numa "polícia do mundo" (...)" 

 

Se estas e outras questões obtivessem respostas honestas, veríamos quem é que tinha uma agenda escondida...

publicado por bmptavares às 02:48
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Segunda-feira, 25 de Maio de 2009

Nós, europeus

Acho graça a esta história do PS ser o partido "mais europeu e mais europeísta". Afinal, o que é que isto quer dizer? E isso é bom?

publicado por bmptavares às 03:05
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Sexta-feira, 8 de Maio de 2009

Opus Blocus

 

O rapazinho de cima chama-se Délio Figueiredo e é militante do Bloco de Esquerda. Aparentemente, foi um dos agressores de Vital Moreira, no desfile do 1º de Maio. Aparentemente também, foi obliterado de uma fotografia , tirada numa qualquer acção política do BE, onde surge ao lado de Boaventura Sousa Santos, Alda Macedo e José Manuel Pureza (conhecidos militantes do BE). Retomando um antigo método dos regimes totalitários, o BE resolveu apagá-lo da fotografia, de forma a manter-se longe da trapalhada do dia 1 de Maio. Curioso é o silêncio do PS relativamente a este facto. Parece mais fácil empurrar todas as culpas para o PCP do que arranjar problemas com um potencial aliado.

Deixando de parte todas as considerações políticas ou de carácter que se possam fazer, ressuma disto tudo uma  certa ideia de decabdência e de podridão da vida pública nacional.

Num tom mais jocoso: é só impressão minha ou o coitado do Délio é uma sósia do monge Silas (interpretado no cinema por Paul Bettany)? Ressalvando as devidas distâncias, até o fanatismo parece igual...

 

 

publicado por bmptavares às 14:29
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