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Domingo, 15 de Fevereiro de 2009

Boaventura Sousa Santos: o bom selvagem.

 

O texto seguinte pode ser lido na íntegra, através do link abaixo:

 

http://ww1.rtp.pt/noticias/index.php?article=385537&visual=26&rss=0

 

O Fórum Social (FSM) foi uma resposta ao Fórum Económico Mundial não só para produzir um diagnóstico alternativo porque nos antecipamos às nossas crises que hoje temos no mundo (o Fórum Social é também genericamente conhecido como a Federação Internacional dos Videntes e Adivinhos), mas também para propor uma terapêutica alternativa" (em rigor, à base de Lexotan), afirmou à Lusa Boaventura Sousa Santos, ao destacar que esta edição centralizada do FSM na Amazónia (onde é que andam as anacondas quando precisamos delas?) ocorre num momento de que não há memória na crise do capitalismo (hurray! hurray!).

A actual conjuntura mostra que o FSM "tinha razão" (FSM: Federação dos Somos como a Maya), afirma o director (vénia) do Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra, em Portugal, que apela a que as soluções que saiam do evento sejam conhecidas em todo o mundo (nós agradecemos, ó Iluminado!).

Entre a prioridade "total" que deve ser dada às energias renováveis (encham o caralho das serras de ventoinhas, cabrões de merda!) e à agricultura familiar (voltamos ao bom e velho Portugal dos anos 50, onde ninguém passava fome) e o "não" radical ao agrocombustível, o sociólogo português defende «a reinvenção do Estado» (MEDO...) nos moldes de uma democracia participativa.

"Se o Estado vai ter um controlo maior sobre a democracia tem de haver uma democracia económica", sugeriu. (O Estado a controlar a Democracia? Sweet! E que tal ser a Democracia a controlar o Estado?)

O Fórum Económico, salienta, "ao contrário do que defendeu antes, hoje defende que o papel do Estado é muito importante". O Estado deixou de ser um problema e agora é uma solução, argumenta. "Mas para nós tem de ser um Estado totalmente reinventado." (MEDO...)

Boaventura faz críticas a actuação do Banco Nacional de Desenvolvimento Económico e Social do Brasil (BNDES), o segundo maior banco de investimentos do mundo, ao destacar que funciona numa lógica direcionada ao agronegócio e ao neoliberalismo (alguém me explique cabalmente o que é o neoliberalismo. É que eu nem dei pelo liberalismo quanto mais pelo neo...).

Ele propõe, assim, a criação de um conselho nacional de investimentos públicos que envolva a participação de cidadãos e movimentos da sociedade no controlo social (isto do controlo é recorrente; deve ser algum bloqueio psicológico). "Isto é um exemplo de uma democracia económica (somos todos pobres) que precisamos criar."

Neste contexto de crise global, o especialista realça que a actuação de movimentos de trabalhadores rurais sem-terra como o MST e a reforma agrária (mas esta gente não aprende com os erros do passado?) voltam à agenda de discussões.

Segundo ele, "a única agricultura que mata a fome é a agricultura familiar". O agronegócio (convenhamos: a esquerda é óptima a enriquecer o jargão político. É pena que seja a única coisa que consiga enriquecer...) e a grande monocultura, comenta, "não resolvem o problema, pelo contrário, produzem fome" (vá dizer isso aos Indianos e aos Chineses).

Além disso, este modelo de agricultura familiar, sugere, é capaz de evitar o êxodo para as cidades que estão a se tornar "invivíveis (bonito vocábulo. Será que vem no dicionário?), inabitáveis" e mantém também o equilíbrio ambiental que garante a soberania alimentar.

Boaventura Sousa Santos defende ainda a adopção de sistemas económicos que se pautem nas concepções indígenas, o viver em harmonia com a natureza (esta deixou-me de rastos. Ver o comentário alargado, no final deste texto).

"É preciso uma outra visão da natureza como recurso humano e não como recurso natural". Para o especialista, a questão indígena é central nas discussões sobre desenvolvimento, pois "interessam ao mundo" (olhe, pessoalmente e neste momento de crise, interessam-me tanto como a ponta de um corno).

"A questão indígena e ambiental vão ser fundamentais como questões globais para um novo modelo, e é isso que o Fórum Económico se recusa a ver. Ele continua a pensar que os indígenas são atraso, obstáculos ao desenvolvimento", questiona.

Para ele, uma das grandes oposições ao Fórum Económico é que a solução deve estar voltada na forma de "viver bem dos quéchuas e não na China (este homem deve ter um amor aos chineses... Bolas, já não bastava terem um governo autoritário ainda têm que levar com este!). Se os chineses consumissem no mesmo padrão que os europeus e que a América do Norte, precisaremos de três planetas para garantir a sustentabilidade de um único".

A isto considera ser uma "solução suicida", pois, segundo Boaventura Sousa Santos, todo o desenvolvimento continua a ser pensado na base do crescimento (pois, devia ser pensado na base do encolhimento... São gostos.)

 

Como devem imaginar os comentários a azul são da minha responsabilidade...

 

O que é, de facto, admirável é que consegue dizer isto tudo sem se rir.

 

Bolas, já estou a imaginar: todos de tanguinha a tapar as vergonhas (conceda-nos ao menos isso, nobre professor!), uma galinha debaixo do braço para trocar pela cabra do vizinho, a tomar o banhito mensal nas águas dos ribeiros, cada um a cavar a sua hortita nas traseiras da caverna e, reinando sobre a escumalha embrutecida, a elite eco-canhota-trambolha-parola-não-tenho-a-noção-do-ridículo a indicar-nos o caminho. E ainda há quem lhe dê espaço para dizer e escrever os seus dislates? Ainda bem. Eu sou pela Democracia (a verdadeira: a Liberal) e pela Liberdade de Expressão. E afinal, em tempos tão tristonhos, nada como umas boas risadas para alegrar os indígenas (neste caso, nós, os portugueses que, com a graça de Deus, ainda somos indígenas da nossa terra.

 

Uma última nota: chamo a vossa atenção para o belo uso da língua portuguesa, dado pelo jornalista responsável pelo texto...

 

 

publicado por bmptavares às 04:31
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