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Terça-feira, 13 de Outubro de 2009

Autárquicas 2009 - Proença-a-Nova

Resultados oficiais no concelho de Proença-a-Nova:

 

PS - 76.56%

PSD - 18.15%

CDS-PP - 1.57%

 

Até arrepia ver o meu concelho ser reconhecido como "o mais socialista" de Portugal, mas as coisas são o que são e se o PS atingiu este número impensável bem o pode agradecer ao Eng.º João Paulo Catarino. Reconheça-se que imprimiu uma nova dinâmica a um concelho há muito estagnado. Apesar de prosseguir o caminho das obras públicas (novos Paços do Concelho, Parque Urbano, remodelação do Centro), muitas revelaram-se indiscutivelmente necessárias: melhoramento dos acessos à vila, alargamento do saneamento básico a inúmeras aldeias, recuperação de caminhos florestais,... Além disso, conseguiu em 4 anos aquilo que ninguém tinha conseguido em 20: resolver o imbróglio da Sótima, atrair empresas de dimensão para a criação de postos de trabalho (Grupo Lena e Derovo).

 

 

publicado por bmptavares às 02:56
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Autárquicas 2009 - Personalidades

RUI RIO - Outros candidatos conseguiram votações semelhantes ou mesmo superiores mas este foi o vencedor da noite. Primeiro porque deu uma sova eleitoral a uma péssima candidata do PS (e a toda a tralha que a apoiava: lá ficaram os "artistas" a deitar contas à vidinha...); depois porque fez o melhor discurso de vitória da noite. Amigos do PSD, acordem: este é o homem!

 

SANTANA LOPES - Ia quase sendo... Demonstrou que pode voltar quando quiser e tenho a certeza que, a meio da noite, assustou António Costa. Conquistar quase 40% dos votos mesmo tendo contra si a maior parte da comunicação social e as empresas de sondagens, é obra. Fazia bem em ficar como vereador: dispunha de um palco mediático privilegiado e tinha peso suficiente para fazer Lisboa reflectir sobre dois ou três assuntos (aeroporto, terceira travessia, contentores,...).

 

ANTÓNIO COSTA - Uma vitória indiscutível. Se ficar até ao fim do mandato (se Sócrates cair lá para daqui a dois anos, não sei se o Dr. Costa resistirá à tentação de se abalançar para vôos mais altos) terá muita sorte se nenhum dos seus companheiros de circunstância não roer a corda a meio do caminho (Sá Fernandes já mostrou que não é de confiança e Helena Roseta é imprevisível).

 

MACÁRIO CORREIA - Uffa!!!!!!

 

FÁTIMA FELGUEIRAS - A senhora ficou genuinamente chocada por ter perdido! Talvez lhe faça bem uma temporada no Brasil...

 

ISALTINO MORAIS - O senhor será um bom autarca (pelo menos, os Oeirenses acham que é melhor do que qualquer um dos seus adversários) mas não pode argumentar que a vitória eleitoral o iliba dos crimes que possa ter cometido (a força dos votos não se pode sobrepôr à força da lei).

 

FRANCISCO LOUÇÃ - Concedo-lhe a gentileza de reconhecer que foi dos poucos a admitir claramente que perdeu mas choca ver a palavra "democracia" na boca deste senhor...

 

 

publicado por bmptavares às 02:41
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Autárquicas 2009 - Partidos

PSD - Manuela Ferreira Leite veio reclamar uma vitória. Bom, sim, se considerarmos o número de Câmara conquistadas. Mas a diferença para o PS dimuniu e fica a sensação de que as coisas não estão nada bem. De qualquer forma, considero que as vitórias e derrotas dos partidos nas eleições autáquicas são muto relativas: Estas são, por excelência, eleições de proximidade e muitíssimo pessoalizadas (não é por acaso que se sucedem casos de candidatos que mudam de partido ou se candidatam como independentes e ganham da mesma forma). Vitórias importantes: Porto, Gaia, Sintra, Coimbra, Felgueiras (desalojando a inenerrável Fátima) e Marco de Canaveses (deixando Avelino Ferreira Torres a uma distância considerável). Quanto ao futuro do partido: se dúvidas houvesse, elas ficaram esclarecidas ontem. Basta ver a diferença de postura dos putativos candidatos a líder: Passos Coelho e Menezes foram o cúmulo da arrogância e grosseria. Aliás, explicando que quer para o país aquilo que fez em Gaia, Menezes deixou bem claro o que podia esperar o PSD (uma espécie de Socratismo de segunda). Já Passos Coelho demonstrou ânsia de aparecer (go figure!) e o vazio do seu discurso. Um e outro simbolizam o pior caminho que o PSD pode seguir. Um e outro não têm a capacidade para dar ao PSD aquilo que precisa: seriedade, competência e unidade.

 

PS - Ver Sócrates sorridente é mau sinal. E, no Domingo, Sócrates esteve muito sorridente. Razões para sorrir: Lisboa, Lisboa, Lisboa, Câmaras conquistadas à CDU, Leiria (o grande bastião laranja sucumbiu às divisões do PSD). Grandes cargas de porrada: Porto, Porto, Porto, Sintra, Oeiras, Almada (nem se falou de Pedroso...). Tal como referi acima, a governação socialista no governo central não pode ser confundida com a governação autárquica.

 

CDS - Mantém Ponte de Lima, o que já não é mau e aumenta a representação a nível local, coisa que se tornará muito importante no futuro, visto que o partido necessita maior implementação a nível local. Um conselho: bons candidatos em concelhos pequenos no Norte e Centro podem trazer resultados surpreendentes...

 

CDU - Estes ganham sempre, graças a Deus! E a verdade é que, entre Câmaras perdidas e ganhas a coisa compôs-se. Mas fica o aviso: o Alentejo já não é nosso e a Margem Sul vai deixar de ser.

 

BE - Pois... Já é o segundo melão inteiro que Louçã tem que engolir: o tão aclamado "partido urbano" sumiu-se das grandes cidades e manteve uma Câmara, cuja presidente não concorda com as políticas do partido...

 

publicado por bmptavares às 02:14
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Segunda-feira, 11 de Maio de 2009

O que é meu é nosso...

Já aqui escrevi sobre a candidatura de Elisa Ferreira à Câmara do Porto. Nessa altura, escrevi que, apesar de ter a senhora em boa conta, temia pelo rumo que campanha podia tomar, com uma aproximação duvidosa ao futebol e às elites culturais do Porto. Afinal de contas, a coisa é ainda pior do que parecia. Normalmente, não me engano a respeito das pessoas mas, neste caso, parece que a ideia favorável que tinha da senhora em causa se devia apenas ao facto de, em tempos, ter colocado Sócrates na ordem. Confesso que me deixei ludibriar facilmente. As recentes declarações da dupla candidata desfizeram-me as dúvidas: Elisa Ferreira representa a vacuidade política mais vulgar, a cedência aos interesses particulares e à demagogia mais reles. Primeiro foi a ingénua confissão que a sua candidatura ao Parlamento Europeu era apenas "para dar o nome". Isto não tem qualificação possível: é o grau mais baixo da política e de desrespeito pelos cidadãos e pelas instituições.  Mas o desastre continua alegremente:"O meu objectivo é sair de onde estou e trabalhar para a cidade", assegura Elisa Ferreira. Se fosse realmente assim, não faria mais sentido concorrer apenas à Câmara do Porto e deixar o seu lugar ao Parlamento Europeu? Faria mais sentido, sim. Mas, corria o risco de perder o "lugarzinho"...

Mas o pior e mais perturbador ainda estava para vir. "Pintaram os bairros mas esqueceram-se de vos dizer que o dinheiro é do Estado, é do PS." I beg your pardon, madam? Com que então o dinheiro do Estado é do PS? E eu, estupidamente, convencido de que o dinheiro do Estado era o dinheiro dos contribuintes. Esta gente perdeu a vergonha, perdeu a réstia de decoro que ainda mantinha para iludir a populaça. É que isto não é apenas um lapso. Isto é algo muito mais profundo: é o conceito que os socialistas têm do Estado. O Estado é propriedade sua e, apenas por sua magnanimidade, tem a função de servir o cidadão. Com candidatos destes não admira que Rui Rio alcance uma vitória esmagadora. E, se não a alcançar, significa apenas que os portuenses têm aquilo que merecem.

 

publicado por bmptavares às 16:38
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Terça-feira, 14 de Abril de 2009

Eu vi um sapo...

 

sol.sapo.pt/PaginaInicial/Politica/Interior.aspx

 

"Os promotores da petição que defende uma convergência de esquerda nas eleições para a Câmara de Lisboa admitiram hoje que uma futura lista resultante dessa coligação possa ser liderada pelo actual presidente da autarquia, António Costa."

 

Por este andar, o Dr. Costa ainda vai ter que engolir alguns sapinhos. Estão recordados das célebres palavras proferidas no Congresso do PS? Sobre o BE era qualquer coisa como "um partido oportunista que parasita a desgraça alheia e incapaz de assumir responsabilidades".

É impressão minha ou o inefável Dr. Lopes anda a pôr muita gente nervosa?

 

publicado por bmptavares às 03:31
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Segunda-feira, 2 de Março de 2009

Elisa Ferreira 2009

 

Elisa Ferreira é uma figura que inspira simpatia. Sempre me pareceu competente e empenhada. Por isso, surgiu como a candidata ideal para o PS concorrer à Câmara do Porto. No entanto, os primeiros sinais contrariam essa imagem. Pior do que isso, prenunciam, em vez de independência, uma rendição ao aproveitamento político mais vulgar. Primeiro a aproximação ao FCP. Os clubes de futebol são instituições importantes na vida social de certas cidades e os seus dirigentes são cidadãos com todos os direitos políticos. No entanto, acontece o seguinte: aquilo que são relações institucionais regulares entre o poder político e o desportivo (em particular o futebol) depressa se transformam em promiscuidades, compadrios e aproveitamentos de parte a parte.  Ainda mais de falamos de Pinto da Costa que, goste-se ou não, não é ingénuo e pretende recuperar o estatuto de influência política que, de certa forma, perdeu com Rui Rio.

O mesmo se pode dizer de determinada classe artística, habituada a controlar a vida cultural da cidade e que se viu contrariada pelo presidente. Uma certa elite pouco acostumada a ser questionada que se viu forçada a sobreviver artisticamente pelos seus próprios méritos, coisa que muito a horroriza, pois a cultura de uma cidade não deve ser popular ou comercial mas reservada a alguns espíritos iluminados que, do alto da sua sabedoria, esclarecerão as almas dos simples. Também esses "agentes culturais" anseiam por regressar ao poder que, discursivamente, abominam mas que, praticamente, desejam.

Fica ainda a nota: concorrer a duas eleições de carácter tão diverso (europeias e autárquicas) pode não ser ilegal nem sequer pouco ético. Mas dá, certamente, uma ideia de apego ao "lugarzinho" e de falta de confiança política.

É engraçado como os políticos de projecção nacional que concorrem às autarquias proclamam o seu amor à sua cidade ou vila (e, às vezes, nem sequer têm qualquer ligação pessoal) e como as querem salvar das garras que as afundam. Mas só se forem presidentes. Ao menorizarem o cargo de vereador, menorizam não só a função mas também a si mesmos.

 

publicado por bmptavares às 17:27
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