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Quarta-feira, 18 de Fevereiro de 2009

Matrimónio: do latim mater (mãe) ou matrimonium (mulher casada)

 

Deixo aqui algumas impressões pessoais acerca do tema, depois de ter visto en passant o programa da RTP1 Prós & Contras:

 

1ª) como liberal devo reconhecer a igualdade de todos perante a lei (no entanto, a igualdade de direitos só pode ser medida quando estão em causa coisas comparáveis o que, a meu ver, não é o caso);

 

2ª) considero redutor caracterizar uma pessoa pela sua sexualidade (nunca gostei da expressão "pessoas homossexuais", embora a utilize para facilidade de exposição. Esta caracterização de um ser humano dá a entender que, além do acto sexual e afectivo propriamente ditos, há também uma forma homossexual de comer, de rir, de correr, de trabalhar, de pensar... Por isso, prefiro olhar para as pessoas pelo seu carácter e não pelo que fazem dentro do quarto. Prefiro pensar, simplesmente, que existem pessoas que têm actos homossexuais, como têm actos de bondade, actos de estupidez, actos de profissionalismo, actos de sensatez, actos de cobardia,...

 

3ª) a posição da Igreja não deve ser encarada de forma simplista, como retrógrada. A Igreja Católica é a mais igualitária de todas as igrejas, pois a seus olhos todos (sem excepção) são filhos de Deus. O facto de acreditar que o casamento é a união entre um homem e uma mulher, não a torna menos digna de respeito e consideração (curioso é que alguns defensores do casamento homossexual sejam tão violentos na reacção à posição da Igreja Católica e não digam um pio sobre o tratamento dado aos homossexuais por outras igrejas. Ou só os homossexuais ocidentais é que têm direitos?).

 

4ª) como conservador acredito que o casamento é uma instituição que visa estabelecer uma união entre um homem e uma mulher, logo a sua descendência e proteger a família;

 

5ª) os impedimentos e impossibilidades biológicas não podem ser evitados por decreto. O que quero dizer é que, da mesma forma que um homem não pode ser mãe e uma mulher não pode ser pai, também um casal homossexual não pode ter descendência e, por isso, não pode ter um "casamento";

 

6ª) se julgamos a lei actual injusta e discriminatória, por não permitir casamentos entre pessoas do mesmo sexo, teremos que ir mais longe: também não permite casamentos entre mais do que duas pessoas, ou entre irmãos, ou entre humanos e animais. Em última instância, qual é a diferença? Se é uma questão de discriminação, então todas as uniões devem ser admitidas. Se é uma questão moral, então o casamento entre pessoas do mesmo sexo também deve ser;

 

7ª) a meu ver, o chamado casamento civil é uma apropriação por parte do Estado de um acto eminentemente religioso e pessoal. O Estado devia apenas reconhecer uniões civis (uniões contratuais entre pessoas);

 

8ª) se existem outras formas legais para se corrigirem certos defeitos das uniões entre pessoas do mesmo sexo (aí sim, existem muitos motivos para se falar em discriminação) porque razão se insiste no casamento?

 

9ª) constato que o descontrolo dos defensores do casamento entre pessoas do mesmo sexo ocorre, sobretudo, em heterossexuais;

 

10ª) já que estamos numa de queer world, Fernanda Câncio tem um péssimo gosto para se vestir e um penteado de meter medo, além de ser arrogante (agora percebo muita coisa...) e pretensiosa (aquele arzinho de superioridade moral até arrepia os pêlos da nuca!);

 

11ª) a jurista elegante da mesa descontrola-se com facilidade e fez uma intervenção final um pouco desproprositada (infelizmente, minha cara, há muitas razões para o suicídio e nenhuma pode ser evitada por decreto);

 

12ª) há uma certa incomodidade, por parte dos homossexuais, em discutir o tema da adopção. Este é um assunto intrinsecamente relacionado como o casamento.

 

Resumindo: o sexo pratica-se no quarto e não se discute na sala. A vida sexual de cada um interess apenas ao próprio e ao parceiro(a) (quando existe; é que há vidas muito tristes...) e não deve, de forma nenhuma, ser o traço caracterizador da individualidade de cada pessoa. Direitos iguais implicam situações iguais: a união entre um homem e uma mulher é necessariamente diferente da união entre duas pessoas do mesmo sexo, por isso devem ter designações diferentes. O Estado devia apenas regular uniões civis entre pessoas, contratos estabelecidos perante a lei e não regular os contratantes (assim se evitava a discriminação e a desigualdade).     

 

publicado por bmptavares às 03:27
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Crise? Qual crise?

 

Os políticos, a comunicação social e todos nós, caímos na esparrela lançada pelo Governo: enquanto se discute o casamento entre homossexuais (e, por arrasto, outros "temas fracturante" como a eutanásia) a crise e os seus feitos passam mais despercebidos. Espanta-me que os homossexuais e os movimentos que os representam se deixem instrumentalizar com tamanha facilidade, permitindo que a sua vida se transforme em arma política para esconder a incompetência do Governo em áreas que afectam a vida de todos e não apenas de uma parte da população.

 

publicado por bmptavares às 03:19
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Quarta-feira, 11 de Fevereiro de 2009

E eu vos declaro marido e ...

Será que, em nome da igualdade de direitos, eu, sendo homem, quando tiver um filho posso pedir que me chamem mãe e que reconheçam oficialmente o meu estado de maternidade? O príncipio é o mesmo do casamento homossexual, ou não? Se a união entre duas pessoas do mesmo sexo pode ser designada e reconhecida como casamento, porque não levar a igualdade até às últimas consequências? Porque é que não se reconhece, finalmente, o direito masculino a ser mãe? Ou, por esta ordem de ideias, o direito feminino a ser pai?

 

Esta questão do casamento homossexual é apenas um capricho e vontade de afrontar e provocar. Se a união entre duas pessoas (sejam de sexos diferentes ou do mesmo sexo) é reconhecida e se os seus direitos estão assegurados, que outra razão haverá para se insistir nesta questão particular do casamento? Ou a conversa do direito à diferença é só quando dá jeito?

publicado por bmptavares às 14:22
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Over the Rainbow

O Ministro da Propaganda veio dizer que o PS não se deixa amedrontar por ameaças, referindo-se à comunicação da Conferência Episcopal, relativamente ao casamento homossexual. É, de facto, a pessoa indicada para falar de ameaças (ele que gosta de malhar na direita). Acontece que não se trata de uma ameaça. A Igreja Católica, ao contrário das práticas socialistas, já não obriga ninguém a nada. Ela, simplesmente, propõe aos seus fiéis determinadas regras e posições; regras, que aqueles podem seguir ou não. É tão simples cmo isto.

 

E, ao contrário do que ordinariamente se pensa, a Igreja Católica não é inimiga da democracia. O catolicismo coloca ao mesmo nível todos os crentes perante Deus, numa igualdade de práticas e medidas. É, quanto a mim, a mais igualitária das crenças cristãs. 

 

O que sucede é que o laço do casamento é entendido como uma união  insolúvel entre um homem e uma mulher, diante de Deus. E a união entre pessoas do mesmo sexo, deve ser reconhecida pelo Estado, mas designada por outro nome.

publicado por bmptavares às 14:06
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