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Quarta-feira, 11 de Março de 2009

Angola - Portugal II

A diferença fundamental entre Portugal e Angola, nas relações económicas é: os empresários portugueses investem em Angola, criam riqueza e trabalho. Se tiverem sorte o Governo angolano deixa-os em paz. O investimento que vem de Angola é o do Estado. Não interessa se é o Senhor A ou a Senhora B que se apresentam: há sempre ligações ao Estado angolano. Não criam riqueza, apenas se limitam a comprar partes de empresas que já existem. Tenho dúvidas que criem emprego. Mas o problema maior destes investimentos é que trazem sempre consigo a ameaça da intervenção política externa, em sectores estratégicos da economia nacional. É estranho que custe tanto a tolerar o dinheiro espanhol, por exemplo, e se aceite sem questionar o dinheiro angolano que, a bem da verdade, ninguém sabe muito bem de onde vem ou, quando se sabe, mais valia continuar na ignorância.

publicado por bmptavares às 02:03
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Angola - Portugal

A chamada realpolitik é uma coisa antiga nas relações entre povos. Não discuto a sua necessidade e eficácia. No momento actual, compreendo que Angola represente um mercado apetecível, em franca expansão e onde todos querem estar presentes. Mas, convenhamos, é um bocadinho triste ouvir os discursos proferidos pelos políticos portugueses, acolhendo José Eduardo dos Santos. Tudo se passa como se Angola fosse o melhor dos mundos. Como se não houvesse uma pobreza extrema, como se Luanda não fosse uma cidade a rebentar pelas costuras, onde uma população crescente enfrenta a cólera e o paludismo; como se o resto do país não tivesse sido esquecido pelo Estado; como se não fosse abjecta a fortuna do Presidente de Angola porque conseguida à custa do dinheiro que devia pertencer ao Estado; como se, durante anos, não tivesse utilizado o país como uma coutada privada, apropriando-se das suas riquezas naturais. Como se não importassem as eleições livres, a liberdade expressão ou os direitos humanos. O dinheiro angolano faz falta à nossa economia? Talvez. Mas agradecia-se um pouco mais de dignidade, um pouco mais de coluna vertebral.  Nada que se possa esperar da maioria dos políticos portugueses: alguns por pura ignorância, outros por interesse e ainda outros por tibieza fecham os olhos e seguem em frente, ansiosos por conseguirem um minuto de atenção do grande estadista. A bajulação sempre foi uma arte de carácter nacional, os políticos não são diferentes. Aliás, já nem causa estranheza esta particular atracção nacional pelos ditadores: abraçamos Chávez como um irmão, Fidel delicia-nos com as suas graças, os chineses espantam-nos com o seu engenho político, acolhemos Mugabe como uma estrela. A diplomacia não se faz apenas de afagos e palmadinhas nas costas; a diplomacia faz-se também de verticalidade, de ética e, sobretudo, de respeito por aqueles que sofrem.

publicado por bmptavares às 01:28
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