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Sábado, 27 de Março de 2010

Às escuras

Com o patrocínio da WWF Portugal, algumas cidades portuguesas vão embarcar nessa patacoada provinciana que é a Hora do Planeta: uma acção simbólica que encoraja os cidadãos a desligar as luzes por uma hora. O encorajamento do retrocesso à Idade Média vai ter lugar no próximo Sábado (dia 27) entre as 20.30h e as 21.30h. À mesma hora joga o Benfica. Adivinha-se um sucesso...

publicado por bmptavares às 03:37
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Quarta-feira, 30 de Dezembro de 2009

Pérolas a porcos

"Prevê-se agora que, a continuar assim, o aquecimento mundial até ao final do século subirá 3 graus ou mais. Iremos ter uma subida regular das águas do mar, não de centímetros mas de metros. O que fará desaparecer algumas ilhas e recuar as zonas costeiras de certos países marítimos, como o nosso. Os excessos climáticos, chuvas torrenciais, ventos ciclópicos, tsunamis, furacões, tremores de terra e, por outro lado, secas, calor excessivo, desertificação, decréscimo das florestas, sensível diminuição da biodiversidade, vão tornar-se frequentes. Não é uma perspectiva agradável para ninguém, sobretudo para as jovens gerações."

 

Ver artigo completo aqui (se tiver coragem...):

dn.sapo.pt/inicio/opiniao/interior.aspx

 

Depois de, durante anos, nos maravilhar com a sua sageza política, com as suas iluminadas opiniões acerca da economia ou com as suas empenhadas amizades com grandes figuras internacionais, o Dr. Soares - mais conhecido como pai da pátria - resolveu esclarecer-nos sobre as alterações climáticas. Em boa hora o fez. Assim, ficamos esclarecidos - e de ciência exacta - que até os tremores de terra são causados pelas mudanças do clima e que, afinal, os ventos não são ciclónicos (de ciclone) mas ciclópicos (de ciclope). Se nos lembrarmos que, na douta opinião do Dr. Soares, o furacão Katrina e o tsunami na Ásia foram causados pelo desgraçado do Bush, já se nota uma evolução: há 4 anos, os desastres naturais dependiam de um homem branco americano, agora dependem de todos os homens brancos ocidentais.

publicado por bmptavares às 05:00
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Quinta-feira, 5 de Março de 2009

Aquecimento Global discutido com seriedade II

Este post serve de resposta ao comentário do leitor Inframodal ao meu post Aquecimento Global discutido com seriedade, no qual mostrava um vídeo da Quercus. Apenas quero deixar claro que o facto de expressar determinada opinião não significa que pratique qualquer intentona contra quem quer que seja. Gostaria também de esclarecer que não tenho formação na área do ambiente. As minhas opiniões, como as da maioria da população, baseiam-se naquilo que leio e vejo na comunicação social. O que eu realmente condeno - seja relativamente a este tema ou outro - é a falta de rigor científico. Aí sim, talvez seja defeito de formação, mas sempre me ensinaram que a análise de resultados na investigação científica devia ser cuidadosa. Sobretudo, se tivermos em conta que, no caso específico da previsão meteorológica, se tratam de dados recolhidos através de modelos matemáticos teóricos que, necessariamente, falham (acontece com as previsões meteorológicas de curto prazo; logo, por maiora de razão, acontecerá com as de longo prazo. Basta ter em conta que, em meados de 2008, surgiram na imprensa,  como certezas científicas indiscutíveis, notícias de que este Inverno seria o mais quente e seco dos últimos anos, coisa que, comprovadamente, não aconteceu). Por outro lado, o consenso científico sobre a questão está longe de ser alcançado. Esta parece ser, acima de tudo, uma questão de fé. E a ciência - pelo menos a que eu conheço - não se faz de fé, mas de factos que se possam comprovar. E mesmo assim, haverá sempre uma dúvida assinalável, porque é essa a própria natureza do cientista e da ciência. É também evidente que a questão do aquecimento global se tornou uma questão política. O grande boom dos movimentos ecologistas deu-se nos anos 90, depois da falência completa dos regimes socialistas. A ecologia foi vista, então, como uma saída para os movimentos de esquerda mais radicais que, assim, podiam continuar a sua luta contra o capitalismo e a democracia. Aliás, não deixa de ser revelador que estes movimentos, ainda hoje, continuem estranhamente silenciosos relativamente  aos maiores atentados contra o ambiente que já se cometeram, como os restos militares da ex-URSS (dezenas de submarinos nucleares afundados ao largo da costa norte da Sibéria) ou a indiferença chinesa. Fenómeno mais recente é o aproveitamento feito por políticos mainstream.

Resumindo: eu concedo facilmente que, de facto, estamos num período de alterações climáticas. Já não tenho tanta certeza de qual o rumo dessas alterações. E, aparentemente, não estou sozinho nesta dúvida, como poderá comprovar com alguns dos artigos indicados abaixo. São muitos os cientistas que colocam em causa a forma como esta questão está a ser investigada e, sobretudo, publicitada. Há também dúvidas razoáveis relativamente às suas causas.  Eu sou por discussões sérias, não pelo aparato mediático e desproprositado. Foi isso que me levou a escrever o post em questão: simplesmente achei o vídeo demagógico e cientificamente discutível (no mínimo).

 

 

http://mitos-climaticos.blogspot.com/2009/01/mudana-de-posio-de-david-evans.html

 

http://www.telegraph.co.uk/earth/environment/climatechange/4061092/Greenhouse-gases-could-have-caused-an-ice-age-claim-scientists.html

 

http://www.telegraph.co.uk/earth/environment/globalwarming/4029837/Global-warming-Reasons-why-it-might-not-actually-exist.html

 

http://www.telegraph.co.uk/comment/3883550/Facts-melted-by-global-warming.html

 

http://www.hawaiireporter.com/story.aspx?57936010-03ec-4b85-b440-4489120ea443

 

http://www.dailytech.com/Myth+of+Consensus+Explodes+APS+Opens+Global+Warming+Debate/article12403.htm

 

http://standpointmag.co.uk/dialogue-july

 

http://ecotretas.blogspot.com/2008/06/douglas-keenan-um-matemtico.html

 

publicado por bmptavares às 01:23
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Sábado, 28 de Fevereiro de 2009

Aquecimento Global discutido com seriedade

 

 

Recebi hoje este vídeo via e-mail. Pode ser também visto aqui:

http://www.quercustv.org/spip.php?article181

 

 

Nada demagógico e, sobretudo, muito científico. À boa maneira da Quercus: muita opinião mas pouca comprovação.

 

publicado por bmptavares às 19:47
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Quinta-feira, 12 de Fevereiro de 2009

Sobre o aquecimento global

Se tivermos em conta os últimos 30 a 40 milhões de anos da história da Terra, o Mundo sofreu uma série de períodos glaciários. De facto, estes períodos gelados parecem constituir o estado normal do planeta, durando cada um cerca de 100 mil anos. Os períodos mais quentes entre eles - períodos interglaciários - foram meros pontos no tempo, de não mais que 10 mil ou 12 mil anos.

Fazendo as contas, podemos estar agora a aproximarmo-nos do fim de um desses períodos quentes.

publicado por bmptavares às 13:51
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Terça-feira, 10 de Fevereiro de 2009

Ecologistas ou Egologistas?

 

A maior parte dos movimentos ecologistas e eco-alarmistas tem um certo travo a milenarismo. Ao mesmo tempo, enfermam de um erro que lhes corrói a própria base: vêem o Homem moderno como o pináculo da evolução. Acontece que somos apenas um elo na cadeia da evolução humana; não somos o produto final para o qual concorreram milhões de anos de selecção natural e evolução. Do mesmo modo, acreditam que a Terra actual é imutável e definitiva. Não é. Também ela continua sujeita às forças modeladoras que lhe deram forma. Acontece apenas que as transformações mais radicais tiveram lugar quando ainda não andávamos por cá (e talvez só andemos por cá devido a essas mudanças extremas). A geologia terrestre despreza-nos. A deriva dos continentes continua indiferente ao Homem, o interior da Terra permanece em convulsão e a manifestar-se sem nenhuma consideração especial por nós. Aliás, os ecologistas são, paradoxalmente, aqueles que menos confiam na Natureza. Menosprezam as suas capacidades e forças. Diminuem a sua grandeza, a sua divina perfeição. Grandes desastres, devastadores e aparentemente letais, revelaram sempre a capacidade regeneradora da Natureza.

Em Maio de 1980, o Monte Saint Helen (EUA) explodiu. A encosta norte da montanha, recentemente esventrada por um sismo anterior, colapsou, produzindo uma coluna de fumo e cinzas com vinte quilómetros de altura. A rajada explosiva, resultante da enxurrada de materiais viscosos e fragmentos de avalanchas percorreu cerca de trinta quilómetros para norte a uma velocidade de 400 Km/h, varrendo e arrasando mais de quinhentos quilómetros quadrados de terreno e arrancando uns seis milhões de árvores adultas. A torrente de lama fervente, com dezenas de metros de altura e um quilómetro e meio de largura, escoou-se por vários rios, matando milhões de peixes e outros animais.

Mas a seguir à catástrofe, a Natureza deu provas da sua capacidade de sobrevivência. Em pouco tempo, despontaram das cinzas ervas e plantas silvestres. algumas com flor. Parte destas plantas desempenhou um papel importante, na medida em que as suas raízes convertem o azoto em nutrientes. Apareceram até lírios, verdadeiros símbolos de ressurreição. As formigas e os pequenos roedores também sobreviveram. De outras zonas, o vento trouxe esporos que contribuíram para aumentar a vegetação; alces vinham procurar alimento nestas áreas (cerca de dez mil cervídeos pereceram durante a explosão). Ao longo das margens dos rios viam-se rãs e salamandras. Mais longe do epicentro, salgueiros  e amieiros lançaram raízes junto de pequenos lagos. Três anos após a erupção, podiam encontrar-se novamente 90% das espécies vegetais anteriormente existentes na área. Hoje, o Monte Saint Helen está integrado num parque natural, com cerca de 40 mil hectares.

Isto não significa que não se cometam diariamente inúmeros crimes ambientais e que eles não sejam punidos. Mas a Natureza é muito mais poderosa do que os ecologistas nos querem fazer crer. Mais poderosa e mais dinâmica. Tentar cristalizar o mundo natural é, isso sim, combater um processo imparável. Inevitavelmente, espécies extinguir-se-ão e outras novas surgirão. Os desertos avançarão e novas florestas cobrirão novas áreas. Novas montanhas se erguerão e lagos deixarão de existir. Os continentes mudarão de forma, as costas conhecerão novas formas. Novas ilhas vão emergir dos mares e outras desaparecerão para sempre. Como incontáveis vezes, ao longo da história da Terra, os mares hão-se subir e descer, as temperaturas hão-se aumentar e diminuir. Como sempre, a Natureza prosseguirá o seu curso, indiferente à nossa pequenez e existência efémera.

publicado por bmptavares às 14:14
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Sábado, 3 de Janeiro de 2009

Aquecimento Global

Esta conversa das previsões acerca do aquecimento global começa a parecer-se com aqueles videntes dos classificados de jornal que, há uns anos, previam sempre a morte do Papa João Paulo II. Todos os anos, desde que o Sumo Pontifíce passou os 75 anos, lá vinha a triste previsão. Até que, naturalmente, houve um ano em que acertaram. O que quero dizer é que, todos os anos, vêm uns alarmistas avisar-nos de que vem aí o ano mais quente e seco de sempre (lembro-me, com um sorriso nos lábios, que estas previsões foram feitas para 2007 e 2008). Pois, eventualmente, também eles acabarão por acertar.

Lembro-me de uma professora de História do Ciclo: sempre que se falava da Idade do Gelo, por imperativos do currículo, a boa da senhora frisava que tais eventos ocorriam em períodos de milhares de anos e que as mudanças ocorriam gradualmente, não fosse a maralha ígnara pensar que os homens pré-históricos se foram deitar um dia com sol e se levantaram no outro debaixo de três metros de neve. Uma professora do Ciclo tinha estas preocupações científicas... Agora, aparecem-nos uns senhores cientistas (!) a fazer crer que podem prever alterações climáticas extremas, baseados em medições pouco claras e cientificamente discutíveis (to say the least), em meia dúzia de anos.

Pois claro, está-se mesmo a ver, não está?

publicado por bmptavares às 21:15
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