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Segunda-feira, 27 de Abril de 2009

Os passados escondidos

"No mesmo dia em que faz um discurso sobre Liberdade, há uma Câmara do PSD - gostava de ouvir a Dr.ª Manuela Ferreira Leite sobre isso - que inaugura um Largo Salazar em Santa Comba Dão. É uma enorme provocação às gerações de hoje, às passadas e às futuras." São estas as declarações desse grande arauto da liberdade que é Francisco Louçã, líder do Bloco de Esquerda. Assim de repente, três comentários breves:

 

1) método habitual da extrema-esquerda moralista e de dedo em riste: o ataque pessoal, tentando enredar o nome da líder do PSD e, mais uma vez, dar a entender que a senhora tem algumas simpatias anti-democráticas;

 

2) resulta bem evidente o conceito de liberdade do Dr. Anacleto Louçã: as opiniões contrárias às suas não devem, muito simplesmente, ser permitidas;

 

3) ironia da coisa: é curioso que o arauto da liberdade e da luta contra a ditadura seja o mesmo que, ainda há poucos anos, era um fervoroso adepto de uma criatura chamada Enver Hoxha e dos seus particulares métodos (mas há mais pulhas como ele: agora vêm falar de liberdade, democracia e abominam a ditadura salazarista mas foram sempre defensores de regimes criminosos e de ditadores sanguinários - e alguns ainda são! - e nunca os vi ou ouvi fazer qualquer comentário acerca disso. A sua especialidade é escalpelizar qualquer desvio no passado dos outros, tendo sempre a língua pronta para a ofensa e o preconceito. Os seus próprios passados são convenientemente esquecidos e arrumados. É uma gentinha bastante desprezível e hipócrita. Porque, das duas uma: ou chegaram à conclusão que foi um erro defender tais regimes e figuras e então está na hora de uns pedidos de desculpa ou esclarecimentos; ou ainda pensam o mesmo e aí o caso é mais grave, porque temos essa gente sentada na nossa Assembleia, a decidir por nós.

publicado por bmptavares às 14:20
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25 de Abril sempre; 26 de Abril nunca mais

Afazeres profissionais (ainda há quem trabalhe nos feriados e fins de semana) afastaram-me deste blog, durante este fim de semana. No entanto, não podia deixar em branco a efeméride. Afinal, o que é que se comemora neste dia? O fim da ditadura? Sem dúvida, é o que relembra a maioria dos portugueses. Infelizmente, as comemorações mais visíveis celebram outra coisa: celebram aquilo que alguns desejavam que tivesse sido. Os grandes objectivos da revolução cumpriram-se: vivemos em Democracia, ocorreu a descolonização e o país desenvolveu-se. No entanto, para alguns auto-denominados donos do 25 de Abril, isto não foi suficiente. Por isso, todos os anos revivem com nostalgia aqueles meses do PREC. É essa a sua verdadeira comemoração. E também por isso, reclamam que "Abril não se cumpriu". Apesar de tudo, esses poucos meses de deriva anti-democrática chegaram para condicionar o nosso futuro e para condenar o país ao seu atraso congénito. Destruiu-se a economia, a indústria e a agricultura de tal forma que ainda hoje se sentem as suas consequências; escreveu-se uma Constituição que nos constrange, em vez de nos libertar; constitui-se uma casta de políticos que ainda hoje dominam e que é a responsável pelo estado a que o país chegou; descolonizou-se de forma trágica, com consequências devastadoras não só para todos os que se viram espoliados do trabalho de uma vida, mas também para as populações dos países "libertados", condenando-os a uma vida de miséria e guerra.

Hoje, os jovens são indiferentes às comemorações do 25 de Abril não apenas por ignorância mas, sobretudo, porque o 25 de Abril se tornou um hino ao passado, uma amarra a um tempo que já foi e não uma abertura para o futuro. As "figuras de Abril" fizeram cobrar-se caro: amarraram as novas gerações à obrigação de agradecimentos vitalícios, a preconceitos ultrapassados que nos condenam ao sub-desenvolvimento. Talvez haja esperança para este país quando ele se libertar definitivamente da adulação de um passado mitológico e a "geração de Abril" for lentamente desaparecendo, entregando o país às novas gerações.

publicado por bmptavares às 13:57
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Heróis de Abril

 

Otelo Saraiva de Carvalho foi o líder operacional das FP-25 de Abril. Este facto foi julgado e provado em tribunal. Entre os crimes de que foi  acusado, estavam o assassinato de 17 pessoas, de uma forma fria, brutal e cobarde. Apesar disso, Otelo foi promovido a Coronel por despacho conjunto do Ministro da Defesa e das Finanças.

Ver o post completo aqui: 31daarmada.blogs.sapo.pt/2536140.html

 

publicado por bmptavares às 13:52
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