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Sábado, 28 de Fevereiro de 2009

Aquecimento Global discutido com seriedade

 

 

Recebi hoje este vídeo via e-mail. Pode ser também visto aqui:

http://www.quercustv.org/spip.php?article181

 

 

Nada demagógico e, sobretudo, muito científico. À boa maneira da Quercus: muita opinião mas pouca comprovação.

 

publicado por bmptavares às 19:47
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Sexta-feira, 27 de Fevereiro de 2009

Quando a Arte era Arte XXI - Poesia

Impressão Digital

 

Os meus olhos são uns olhos.

E é com esses olhos uns

que eu vejo no mundo escolhos

onde outros, com outros olhos,

não vêem ecolhos nenhuns.

 

Quem diz escolhos diz flores.

De tudo o mesmo se diz.

Onde uns vêem luto e dores

uns outros descobrem cores

do mais formoso matiz.

 

Nas ruas ou nas estradas

onde passa tanta gente,

uns vêem pedras pisadas,

mas outros gnomos e fadas

num halo resplandecente.

 

Inútil seguir vizinhos,

querer ser depois ou ser antes.

Cada um é seus caminhos.

Onde Sancho vê moinhos

D. Quixote vê gigantes.

 

Vê moinhos? São moinhos.

Vê gigantes? São gigantes.

 

                               António Gedeão

 

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publicado por bmptavares às 14:19
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Banco é Caixa

A acredita nas palavras do Ministro das Finanças, o Estado (único accionista da instituição) não interfere na gestão da Caixa, não tem uma palavra a dizer acerca de grandes operações, nem sequer quando está em causa a aquisição de 10% de uma das maiores empresas do país. Se é assim, para que raios precisa o Estado de um banco? Não seria melhor privatizar a CGD? É que assistimos a isto: um banco com todos os defeitos da actividade privada e todas as desvantagens do sector publico.

publicado por bmptavares às 14:14
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A Justiça é um parque de diversões

Nós já desconfiavamos que, em Portugal, o crime compensa.  Um Código Penal cada vez mais premissivo a garantista, mais preocupado em defender os interesses do criminoso do que os das vítimas, cria um sentimento de impunidade. A quantidade de leis parece inversamente proporcional à sua aplicação prática. Juntando a isto uma lentidão bíblica, a opacidade das relações entre os poderes político e judicial, as prescrições e amnistias a roçar o escândalo, torna-se claro que as expectativas são baixas. Por isso, quando finalmente se consegue provar, em tribunal, crimes de corrupção, acende-se uma leve esperança: talvez isto comece a mudar. Mas logo a realidade nos espezinha o ânimo.

Foi o caso da condenação do administrador da Bragaparques. Pois que se comprovou que o senhor ofereceu dinheiro a um vereador em troca de favores futuros, admitiu que não era virgem no assunto e foi condenado a pagar 5000 euros de multa. Assim vamos, cantando e rindo.

publicado por bmptavares às 13:57
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Quinta-feira, 26 de Fevereiro de 2009

Quando a Arte era Arte XX - Literatura

A Luz em Agosto, William Faulkner

 

Galardoado com o Prémio Nobel da Literatura de 1949, William Faulkner permanece como um dos mais autênticos romancistas norte-americanos do século XX. Em A Luz em Agosto, a sua escrita poderosa e o seu génio narrativo fazem-nos entrar no mundo de contrastes dramáticos do Sul profundo dos Estados Unidos. Entre a claridade e a sombra se desenham os contornos da história fatal de Joe Christmas, cujo enredo suscita reflexões sobre a culpa, a sexualidade, o racismo e a religião. Uma técnica romanesca apurada é usada pelo autor para abordar os temas e as verdades universais subjacentes a toda a sua obra (excerto retirado do livro publicado na Biblioteca da revista Visão).

 

 

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publicado por bmptavares às 16:47
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Quando a Arte era Arte XIX - Ópera

 

Vissi d'arte (Tosca) de Giacomo Puccini, Luigi Illica e Giuseppe Giacosa, por Angela Gheorghiu

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publicado por bmptavares às 02:49
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Coisas realmente importantes

 

http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1366697&idCanal=11

 

Parece que vamos ter o primeiro português com lugar de destaque na Casa Branca...

 

publicado por bmptavares às 02:35
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Quarta-feira, 25 de Fevereiro de 2009

Quando a Arte era Arte XVIII - Música Clássica

 

Música para os Fogos Reais (Bourrée, La Paix, La Réjouissance), Georg Friedrich Handel

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publicado por bmptavares às 02:55
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Carnaval Português

 

Para começo de conversa esclareço que não gosto de Carnaval. É uma coisa antiga, que vem desde criança. A máscara sempre me incomodou, por medo, pudor ou, simplesmente, sentido do ridículo. Mas não censuro quem se diverte travestindo-se ou esmagando ovos na cabeça dos outros. O meu desafecto pelo Carnaval não chega ao extremo de me impedir de assistir a um cortejo, mas acirra um certo cinismo latente. É que o povo português não é talhado para o Carnaval. Quero dizer, não é talhado para o Carnaval que temos.

 

 

Os desfiles tornam-se, assim, procissões deprimentes. As crianças demonstram tal falta de vitalidade, ataviadas dentro dos seus fatinhos, que quase confrange (agora até parece obrigatório as escolas participarem na coisa). Os travestis peludos e debochados são, antes de tudo, um hino à boçalidade e ao mau gosto. Se o exercício funciona como algum escape psicológico, deixo à avaliação dos especialistas. Os carros alegóricos são um ultraje à estética. Com algumas honrosas excepções, nas quais se vislumbra uma ponta de profissionalismo e empenho, os outros são simplesmente FEIOS: montados sobre carrinhas das obras ou tractores, exibindo cartazes de fabrico caseiro com erros ortográficos, carregando figurantes alienados, bêbados ou, simplesmente, contrariados. (Exceptuo deste lote, os desfiles realizados nas pequenas vilas e aldeias deste país: esses sim, possuem uma certa ingenuidade genuína; aí, o Carnaval ainda é uma festa de partilha e mantém o seu princípio original).

 

 

 

E o que dizer da pouco natural relação das portuguesas com o samba? Porque é que insistem em expôr-se ao ridículo? Raparigas demasiado pálidas, demasiado flácidas e demasiado púdicas, ousam alguns passos rígidos, por entre plumas e lantejoulas. Na assistência, um mundo de perucas coloridas das lojas de chineses, óculos de sol de plástico, roupas do baú da avó, cowboys de bigode a carvão, princesas de vestidos três números acima, homens-aranha fabricados em massa na China, balões de água (a pior invenção de sempre, inútil e irritante), serpentinas, apitos, senhoras com as malas bem apertadas debaixo do braço, homens de braços cruzados, gente pouco habituada a estes requebros do corpo que ensaia uns passos de dança, bate palmas, esconde o sorriso desdentado e envergonhado, diz adeus às câmaras de televisão e, se tiver sorte, manda beijinhos à prima que está na Suíça.

 

 

Dir-me-ão que é um Carnaval popular. Será, concerteza. Mas eu preferia um Carnaval genuinamente português. Um Carnaval com gigantones, com caretos, com os "entrudos" beirões. Cada latitude tem o seu Carnaval: não o poderemos gozar inteiramente se insistirmos nesta espécie de híbrido sub-tropical e Big Show SIC, tal como aconteceria se copiássemos o de Veneza.

 

 

Assim, estamos condenados a um triste desfile das nossas fragilidades. E uma época de alegria e desregramento lembra-nos apenas da nossa tristeza.

 

publicado por bmptavares às 02:26
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Conta-me como (foi) é...

 

A origem do mundo, Gustave Courbert

 

Segundo o Público, a PSP de Braga apreendeu, numa feira de livros em saldo, alguns exemplares de um livro sobre pintura, considerando pornográfica a capa do dito. Em questão está o quadro A origem do Mundo, de Gustave Courbert.

O que me interessa não é discutir a natureza da imagem ou se deve haver algum critério na exibição de imagens semelhantes, uma vez que é muito difícil traçar uma linha entre o que é pornográfico e o que não é.

A questão central é que esta acção da PSP se insere num movimento maior das autoridades portuguesas. Há poucos dias, aconteceu um acto semelhante, quando uma magistrada do Ministério Público proibiu a utilização de certas imagens num dos carros alegóricos do carnaval de Torres Vedras. A verdade é que sempre existiu essa pulsão censória nas autoridades portugueses, sempre mais atentas aos "bons costumes" do que ao crime. Mas a coisa agudiza-se com os governos mais autoritários, aqueles que confundem o exercício da autoridade com autoritarismo e, logo, com moralismo. Infelizmente, as autoridades policiais e judiciais tendem a comportar-se de acordo com o modelo que emana dos governos.

Sócrates foi (e é) um exímio executante dessa forma subtil de fazer saber o que lhe agrada, sem nunca ser rigorosamente claro. São pequenas acções e comentários que começam a ser interiorizados pelos escalões intermédios da administração pública e que, lenta mas inexoravelmente, alcançam toda a sociedade. E a mediania é sempre mais zelosa do que o topo da escala, por querer agradar o chefe. Desde o episódio do professor Charrua, passando pelas incursões da polícia às instalações de sindicatos, até ao caso da directora de um Centro de Saúde demitida por causa de um panfleto, tudo demonstra um sentimento de censura e delacção das chefias intermédias.

Nunca, em tempo de democracia, se viveu um sentimento de medo tão alargado, sobretudo nas relações dos indivíduos com o Estado. Mesmo as empresas (muitas delas dependentes de negócios com o Estado) se mostram receosas, mesmo quando estão em causa direitos seus. E quanto maior for a intervenção do Estado na sociedade, maior será a tentação de controlar.

 

Estes actos revelam, acima de tudo, uma noção distorcida das competências das autoridades: elas não servem para julgar a moralidade dos actos dos cidadãos, mas para assegurar os seus direitos e liberdades. Essa noção moralista da autoridade é própria de regimes autoritários que, tendo já alcançado o controlo de tudo o resto, se dedicam a fiscalizar o comportamento dos cidadãos.

 

Por fim, é de notar que a acção da polícia teve o feito exactamento contrário àquele pretendido: foi o suficiente para que um quadro relativamente desconhecido se visse multiplicado por todos os meios de comunicação social...

 

publicado por bmptavares às 01:07
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