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Sábado, 31 de Janeiro de 2009

Freeport II

Retirado da edição do Público de 10 de Setembro de 2002:

 

"Nem o Ministério Público nem a Juíza de Instrução Criminal, Conceição Oliveira, optaram por incluir Paulo Portas no rol de treze arguidos neste processo (Universidade Moderna). Ele apenas intervém como testemunha, arrolado pela acusação, ou seja, o Ministério Público e pela defesa (...)"

 

Retirado do site do Grupo Parlamentar do PS (26 de Setembro de 2002):

 

"O primeiro pedido de demissão de Paulo Portas ocorreu na quinta-feira da semana passada com base na consideração de que a continuidade em funções do Ministro de Estado e da Defesa coloca em causa a «dignidade das instituições democráticas» (...)

Anteontem, após a reunião do Secretariado Nacional, Ferro Rodrigues voltou a pedir o afastamento de Portas que «deve demitir-se ou ser demitido», uma vez que está em causa «a dignidade das mais altas instituições do Estado e a credibilidade do funcionamento do sistema democrático.»

 

Não quero dizer com isto que o Primeiro-Ministro se deva demitir. Apenas serve para demonstrar como as coisas mudam e como a bitola ética e moral dos partidos se adequa à situação. Podia ser apenas falta de vergonha mas, infelizmente, é falta de carácter. Se o facto de um Ministro de Estado se ver envolvido num processo judicial (no qual era apenas testemunha) punha em perigo o funcionamento do sistema democrático e retirava dignidade às instituições do Estado, o que dizer de um Primeiro-Ministro envolvido num processo desta gravidade?

 

Por outro lado, um Primeiro-Ministro que se considera moralmente inatacável e que não admite ser submetido ao escrutínio judicial ou público tem um entendimento um bocadinho estranho da Democracia e, por isso, deve procurar outra ocupação.

Um homem tem todo o direito a defender a sua honra quando se sente atacado. Um cobarde prefere lançar um manto de insinuações sobre ninguém em particular e, narcisicamente, pensar-se o centro do Universo, ao redor do qual se desenrolam as pequenas vidas dos outros. Sócrates acha-se intocável e imbatível e, por conseguinte, a única forma de o tombar é através de subterfúgios e conspirações. É típico dos homens sem estatura democrática. Próprio dos pequenos tiranetes que sonham que cada sombra pretende derrubá-los do poder. Infelizmente, Sócrates não é o único. Há muitos do mesmo género por aí, prontos a atribuírem-se mais importância do que a que realmente têm. Crentes em que o mundo conspira para os desviar dos seus altos propósitos. São apenas dignos de comiseração.

publicado por bmptavares às 21:02
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Quinta-feira, 29 de Janeiro de 2009

Freeport

Num post anterior, escrevi que, neste caso do Freeport, Sócrates balançava ainda entre a vitimização e serenidade. Hoje, ficámos esclarecidos que preferiu a primeira. Nada de estranhar. Sócrates é um político banal e, como todos os políticos banais, escolhe o caminho mais fácil e vulgar. A vitimização é habitual entre nós. Infelizmente, é particularmente epidémica entre os políticos mas também faz parte da sociedade portuguesa, em geral. Todos conhecemos histórias (talvez até já se tenha passado connosco) de funcionários das empresas, escritórios ou serviços vários que, quando confrontados com o erro, arranjam qualquer desculpa que o justifique. Nunca assumem a sua responsabilidade. O Primeiro-Ministro limita-se a fazer o mesmo. O problema é que não estamos a falar de uma secretária ou do funcionário da repartição. Falamos de uma importante figura do Estado que se devia revestir de dignidade.

Além do mais, a frequência quase diária com que emite comunicados, convoca conferências de imprensa ou faz comunicações ao país, não ajuda a aclarar a sua situação. Pelo contrário, faz avolumar as suspeitas sobre ele: alguém que tem necessidade de se justificar continuamente tem algo a temer. Acresce a isto o facto de José Sócrates ter más experiências com este tipo de declarações. Nos três principais casos em que a sua edoneidade esteve em causa (licenciatura, projectos na Covilhã e, agora Freeport) começa sempre por não admitir factos que, depois, se revelam verdadeiros. Isto obriga-o a voltar atrás e desdizer-se, o que o Primeiro-Ministro faz com aparente naturalidade, mas que o descredibiliza. E a credibilidade é essencial para um político, ainda mais para o chefe de um governo.

Esta última declaração não trouxe nada de novo ao que o Primeiro-Ministro já havia dito em ocasiões anteriores. Apenas sublinhou com mais veemência o argumento central na sua defesa: a cabala. Este é outro clássico português. Somos um país de conspiradores? Talvez um país de invejosos e linguarudos, por isso, seremos sempre péssimos conspiradores. Diz  José Sócrates que as fugas de informação são "manipuladas" e "orientadas". Mas por quem? Quem são os "poderes ocultos"? A quem se refere o Primeiro-Ministro? Será que ele se refere ao PSD? Aos seus adversários internos? Aos americanos, que têm sempre culpa de tudo? Lançar suspeições sobre ninguém em especial e todos em particular é exactamente aquilo de que ele próprio se queixa. Alguém acredita que, em Portugal, há alguma força suficientemente poderosa, influente e discreta capaz de manipular juízes, magistrados, polícias e autoridades de outro país, para prosseguirem os seus interesses obscuros?

Por outro lado, o Primeiro-Ministro agarra-se às declarações do PGR. É que estas são tão vagas que podem ser interpretadas de muitas maneiras. É claro que dizem claramente que ainda não há motivos para nomear suspeitos ou arguidos, mas não desmente em nada as autoridades britânicas. Não diz se as acções levadas a cabo recentemente estão, de alguma maneira, relacionadas com a carta rogatória vinda de Inglaterra, por exemplo. Não diz se o Primeiro-Ministro ou alguém a ele associado é referido nessa carta. Se calhar, não tem que dizer. Mas então, mais valia estar calado.

 

De qualquer forma, tenha havido ou não dinheiro metido ao barulho, a coisa reveste-se de contornos pouco éticos: aprovações estranhamente céleres feitas por um governo demissionário, envolvimento de familiares do ministro que tutelava o assunto, contradições entre os diversos intervenientes, esquecimentos convenientes,...

 

Provavelmente, nada disto terá qualquer consequência política, judicial ou outra. A não ser que surjam, realmente, provas irrefutáveis de qualquer culpa do PM, as coisas serão esquecidas, assim que amainar o vendaval mediático. No pior dos cenários, há-de entregar-se para sacrifício um desgraçado qualquer

publicado por bmptavares às 21:55
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Terça-feira, 27 de Janeiro de 2009

Quando a Arte era Arte I

 

O mio babbino caro (Gianni Schicchi), de Giacomo Puccini e Giovachino Forzano, por Maria Callas

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publicado por bmptavares às 04:32
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Quando a Arte era Arte

 

Improptu Opus 90 nº4 (Schubert), por Arthur Rubinstein

 

Calem-se e enxuguem as lágrimas...

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publicado por bmptavares às 04:26
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O Massacre de Inocentes

Na última edição da revista Única que acompanha o jornal Expresso, vem mais uma inspirada e inspiradora crónica de Clara Ferreira Alves. Não costumo ler. Tenho este hábito estranho de me afastar de coisas que me causam náuseas. Pois desta vez, li. A coisa versava sobre a particular visão que a autora tem acerca do conflito no Médio Oriente. Diz a plumitiva que nós, no Ocidente, não nos emocionamos com  as imagens das crianças palestinianas mortas e que chegávamos mesmo a apelar ao massacre de inocentes, tudo no nosso cego ódio ao povo da Palestina. Dizia ela que era obsceno. De facto, é. Errou foi o alvo. Quem parece não nutrir muito afecto pelos pequenos são os "activistas" do Hamas. Mas a cara cronista diz que eles não usam as crianças como escudos humanos. Não, usam lá agora! Quando se utilizam escolas e bibliotecas como paióis e bases de lançamento de rockets é sem querer. Olha, acontece... Era o que estava mais à mão e tal...

É evidente também que é no melhor interesse das crianças que se lhes proporciona uma esmerada educação em cultura da morte e da violência, tornando-os seres alienados e acríticos.

Depois de nos acusar a todos de sermos "cold hearted bastards", segue a banda. Cito: "O Hamas é um movimento de resistência, político, social e religioso, permeado de uma violência intrínseca, típica dos guetos e dos gangues (foram gerados em cativeiro, humilhação e privação)(...)". Começo a sentir náuseas, não sei se consigo chegar ao fim. Minha cara, a resistência - seja política, social ou religiosa - não implica necessariamente a total liquidação física do adversário. Que é o objectivo, nada escondido, do Hamas. Por isso, são um grupo de assassinos terroristas, cujo alvo preferencial são os israelitas (civis ou militares, não faz diferença, desde que sejam muitos e mortos). Ao contrário da autora, não comungo da opinião que haja uma violência intrínseca aos cativos, humilhados e privados. Mas isto sou eu, que não faço juízos morais baseado na proveniência social das pessoas. Já a Clarinha saberá com que linhas se cose...

 

As maiores vítimas são, de facto, as crianças. Mas não são apenas vítimas das bombas israelitas (das quais poderiam estar a salvo, como estão as crianças israelitas das bombas do Hamas, se não tivessem um valor igual a zero para os radicais que, desgraçadamente lhes governam o destino). Elas são, sobretudo, vítimas de uma sociedade asfixiante, controladora, violenta e na qual os direitos das crianças não têm nenhum significado. Uma sociedade que lhes ensina que morrer e matar é bom e aconselhável, que lhes incute um ódio de morte a outros seres humanos.

 

Para finalizar, deixo-vos um pequeno excerto do bonito e educativo programa infantil para as crianças da Faixa de Gaza. Uma coisinha fofa, ao nível dos Teletubbies:

 

 

 

publicado por bmptavares às 03:33
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Quando os carros eram carros XVII

Bugatti Royale Tipo 41 Park Ward Limousine (1933)

 

No fim de semana passado, as temperaturas voltaram a descer. No Domingo, cerca de 600 pessoas tiveram que ser resgatadas pela Protecção Civil, devido à queda de neve e gelo, principalmente nos distritos de Viseu, Aveiro, Guarda e Vila Real.

 

Noutro ponto do globo - Emirados Árabes Unidos - também nevou. As temperaturas chegaram aos -3ºC quando, nesta época do ano, deviam estar à volta dos 20ºC.

 

Na última reunião da American Geophysical Union, foram apresentados dados que revelam que o degelo na Gronelândia parou e que os valores da extensão do gelo estão nos níveis que apresentava em 2000.

 

Na minha ignorância, suponho que sejam sinais inequívocos do aquecimento global...

 

publicado por bmptavares às 03:24
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Caso Freeport

Não vale a pena tecer muitos comentários sobre o assunto. Seguem algumas impressões.

 

- mais do que tudo, sente-se uma certa tensão. Há um incómodo na comunicação social em seguir o caso e em dar nomes aos protagonistas;

 

- é uma situação nova termos uma alta figura do Estado sob tamanha suspeita;

 

- mostra a profunda promiscuidade que existe nos negócios do Estado;

 

- mostra o Primeiro-Ministro indeciso entre a vitimização e a serenidade;

 

- demonstra a falta de vergonha dos políticos, em geral, uma vez que não se coíbem de fazer alterações e aprovações nas vésperas de eleições (este é apenas mais um entre outros casos);

 

- mostra que, numa situação semelhante (Moderna), Paulo Portas foi crucificado pelos adversários e pela comunicação social que, curiosamente ou não, se mantêm cuidadosos nas declarações e nas intenções;

 

- para quem ainda não sabia: a família só nos traz problemas (com tios e primos deste calibre ninguém precisa de inimigos);

 

- Pedro Silva Pereira está, de facto, cada vez mais parecido com Sócrates. Estão tão parecidos que nenhum se lembra da data da reunião com os promotores do empreendimento

publicado por bmptavares às 02:59
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Manuela e o Comboio

O comentário vem um pouco atrasado mas só agora tive possibilidade de me debruçar sobre o assunto.

Manuela Ferreira Leite disse que, se fosse Governo, "acabava com o TGV". Tirando o facto de o processo actual se ter iniciado quando era Ministra das Finanças, tem uma certa razão. De facto, salta aos olhos de toda a gente que se vai construir uma coisa completamente inútil e excessivamente dispendiosa. De que vale ter um comboio de alta velocidade a ligar Lisboa e Madrid, se for vazio? Se tiver a concorrência de voos diários? Para nos situarmos um pouco basta dizer que a ligação em alta velocidade entre Inglaterra e França (dois países populosos e centrais) tem pouquíssima utilização (se tivermos em conta a escala da obra) e dá prejuízos avultados (tanto que já se pensou fechar a linha). Será que alguém acredita que a ligação ibérica vai ser diferente?

Já nem falo da anedota que é a ligação Lisboa - Porto: trezentos quilómetros com paragens pelo meio? E para quê? Retirar 30 minutos à duração da viagem? E fazer concorrência aos voos domésticos?

As justificações para esta obra são, no mínimo espúrias: criação de emprego (será emprego estável e duradouro ou apenas servirá para mascarar temporariamente as estatísticas?); modernização das estruturas ferroviárias do país (de fazer rir, face ao estado das linhas nacionais e regionais); e o meu favorito: para não ficarmos atrás dos outros países europeus (é o que quer dizer "ficar fora da rede de alta velocidade europeia", ou seja, uma autêntica bacoquice, própria da mentalidade ostentatória e superficial daqueles que nos governam. Boas infra-estruturas são sinal de modernidade e bem-estar mas não são essenciais quando há ainda tanto por fazer noutras áreas).

O pior de tudo é que vão ser os nossos filhos a pagar os nossos erros o que, sendo comum, não é uma coisa muito digna.

publicado por bmptavares às 02:40
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De volta

Depois de uma semana de trabalho intenso, estou de volta. E continuo exactamente onde fiquei da última vez: falo de Obama.

 

 

 

Uma notícia de rodapé, sem qualquer importância, levou-me a pensar novamente no assunto. Dizia-se no jornal que, no Japão, a histeria por Obama é tão grande que, nos cursos de Inglês, os alunos estudam os discursos do novo Presidente. Também no Oriente, monges de templos budistas entoam frases de Obama nas suas orações. É claro que os factos são apenas excentricidades e que, na melhor das hipóteses, nos fazem sorrir. No entanto, são uma espécie de hipérbole da realidade. E, como todas as hipérboles, têm um fundo de verdade.

As grandes esperanças em determinadas figuras conduzem, inevitavelmente, a grandes desilusões. Porque somos todos Homens e, consequentemente, possuímos fraquezas e imperfeições inerentes à nossa índole humana. Há alguns homens, no entanto, que nos desiludem menos. São, por norma, os que nos surgem como mais vulgares e comuns e, por isso, nos despertam menos paixões. Os grandes heróis da História nunca cumpriram totalmente as esperanças dos povos. E aqueles que se aproximaram disso ou morreram prematuramente (salvando-se de um juízo menos abonatório) ou tiveram a sorte ou o engenho de encontrar boas desculpas.

publicado por bmptavares às 02:39
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Quarta-feira, 21 de Janeiro de 2009

Quando os carros eram carros XVI

 

Packard Victoria Convertible (1937)

 

Desconfio que o frio dos últimos meses, no hemisfério norte, deve ser obra de Barack Obama. As coisas estão de facto a mudar: até o aquecimento global teme o homem.

Não deixa de suscitar um sorriso ver o Al Gore a tirintar de frio, na tomada de posse. Suponho que seja do aquecimento global.

Mais uma vez, em homenagem aos nossos amigos americanos que, começam agora uma nova fase da sua vida colectiva, aqui fica esta proposta de emissões virtuais (do tempo em que os carros eram carros e os fabricantes de automóveis não precisavam de bailouts).

 

publicado por bmptavares às 16:50
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