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Sexta-feira, 28 de Novembro de 2008

Terror

Estes últimos atentados na Índia revelam muitas coisas:

1. Que os terroristas encontram sempre novas formas de ataque;

2. Que, independentemente de quem seja o Presidente dos EUA, o Ocidente será sempre odiado pelos fanáticos;

3. A política de "diálogo" e tolerância da Europa  não tem nehum efeito visível na sua segurança e  na dos seus cidadãos;

4. Que o Paquistão está a desintegrar-se e o seu arsenal nuclear em risco de cair em mãos  que o poderão utilizar sem qualquer pejo;

5. Que as potências emergentes têm ainda muito caminho pela frente para se assumirem como verdadeiras líderes e que, o crescimento da sua economia tem que ser acompanhado por muitos outros factores.

publicado por bmptavares às 09:37
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Quarta-feira, 26 de Novembro de 2008

And now something completely different...

 

"On the Sunny Side of the Street", Louis Armstrong

 

Para desanuviar um pouco destes assuntos tão pesados e tristes...

Depois disto, o mundo parece um pouco melhor.

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publicado por bmptavares às 04:06
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Contas certas

Pois agora a OCDE vem com uns números engraçados sobre a economia nacional. Engraçados porque, mesmo quem não percebe nada de economia, podia adivinhá-los. Porque milagre da Virgem é que Portugal escaparia à recessão, ao contrário das maiores economias mundiais, das quais está, necessariamente, dependente? A avaliar pela disparidade de números entre o Orçamento do Estado e as previsões da OCDE (e hão-de vir mais e ainda piores) descobrimos uma insuspeitada crença na Senhora de Fátima do nosso Primeiro Ministro. É a única explicação que me ocorre para explicar que o Governo tenha previsto um crescimento da economia, no meio de uma Europa (para nem falar nos outros) estagnada ou recessiva. Ah, esperem lá. Há outra hipótese... Mas não pode ser... Será que o Primeiro Ministro mentiu?

 

Questionado pelos expeditos jornalistas, enquanto prometia mais uns quilómetros de alcatrão (tecnológico?), responde candidamente que há países que têm previsões piores... Ah, pois há! Que grande consolo para a minha alma! E a subida prevista do desemprego? Ah, e tal, há países com taxas de desemprego previstas maiores. Pois claro! Assim fico mais descansadinho, até já durmo melhor. E mesmo assim, nenhum jornalista teve cérebro ou tomates para lhe dizer: "Ó Senhor Primeiro Ministro, mas a questão nem é essa. O problema é que nós temos um Orçamento de Estado projectado com base em previsões de crescimento da economia e estabilização do emprego. Não acha que talvez, mas só talvez, tenha sido um bocadinho optimista demais? Não sei, digo eu..."

Pois, nada. Passamos já de seguida a informar sobre os traçados das novas estradas... Vocês perdem-se em minudências: o que são 0.6% comparados com quilómetros de novas estradas? O que importa que o desemprego aumente para mais de 8%? Nada. Porquê? Porque podemos não ter emprego mas temos belíssimas estradas para passear ao Domingo.

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publicado por bmptavares às 03:40
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Em terra de cegos...

Das duas, uma: ou quem nos governa é, de facto, uma corja corrupta e mal intencionada que apenas tem por fito defender interesses próprios e se entretém a enganar a maralha; ou é, simplesmente, incompetente. Se se trata da primeira hipótese, a solução é mais complicada porque a causa é mais profunda e mais endémica. As suas raízes emaranham todo o sistema  e, apesar de merecerem apoderecer na cadeia, estão sempre a salvo. Se o caso é tão só incompetência, então é muito fácil vermo-nos livres deles: rua! Andor daqui p'ra fora, vão à vossa vidinha!

Vem isto a propósito de alguns episódios recentes da vida nacional: o Governador do Banco de Portugal não sabia de nada, não podia ter feito nada. Se não conseguiu encontrar um buraco de dimensões saurianas num banco cuja gestão estava sob suspeita há anos, então é porque não serve. A questão é saber se não conseguiu ver ou se não quis ver. O facto é que não viu e, aparentemente, tem raiva de quem viu.

O Sr. Dias Loureiro também não sabia de nada. E do pouco que, aparentemente, sabia não fez grande alarde. Sendo o BPN a espinha dorsal da Sociedade Lusa de Negócios faz, no mínimo, uma certa espécie que não tenha sequer desconfiado de nada. Se não conseguiu ver, então é porque os seus méritos de administrador estão sobrevalorizados. Se conseguiu ver, não fez nada e, agora, vem dizer que não sabendo exactamente do que se tratava tinha denunciado, então tem a categoria moral de uma minhoca.

 

 

 

publicado por bmptavares às 03:20
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25 de Novembro

 

Se o 25 de Abril nos livrou de uma ditadura corporativista caduca, o 25 de Novembro livrou-nos da ditadura comunista. O facto desta data ser assinalada com tão pouco entusiasmo e destaque (é sempre relegada para as traseiras dos jornais escritos e televisivos) revela bastante sobre a forma como encaramos a nossa história, como nos pensamos enquanto povo e, sobretudo, sobre a nossa tendência para desvalorizarmos a liberdade.

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publicado por bmptavares às 03:12
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Terça-feira, 25 de Novembro de 2008

Quando os carros eram carros II

 Rolls-Royce Phantom V Young (1966)

publicado por bmptavares às 04:48
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Sábado, 22 de Novembro de 2008

Quando os carros eram carros

Daimler Double Six (1932)

 

Em tempos de promessas de carrinhos a pilhas, como salvação nacional, sobre os quais ninguém sabe nada (se resolvem qualquer dos problemas relacionados com o trânsito, combustíveis ou poluição) aqui fica a imagem de um carro dos tempos em que os carros eram carros e não aproximações.

 

publicado por bmptavares às 20:42
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Quarta-feira, 19 de Novembro de 2008

And now something completely different...

 

 

"Daybreak", Lisa Ekdahl

 

 

Para desanuviar do peso dos dias e assinalando a sua passagem por Portugal, no passado dia 14 de Novembro, no CCB.

O meu primeiro contacto com a música de Lisa Ekdahl foi precisamente com este "Daybreak", do álbum "Heaven, Earth & Beyond" de 2001. Vogando entre o pop e o jazz, entre o sueco e o inglês, Lisa é uma das vozes mais refrescantes e surpreendentes do panorama "jazzístico" mundial, apesar de não ter a projecção de Diana Krall ou Jane Monheit. A sua voz cristalina e, por vezes, quase infantil e inocente contrasta com as versões de clássicos americanos que estamos habituados a ouvir. É essa aparente estranheza que a torna muito interessante.

 

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publicado por bmptavares às 04:22
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Estava-se mesmo a ver...

 

http://ww1.rtp.pt/noticias/index.php?headline=98&visual=25&article=373466&tema=29

 

A seguir a este pedido virão mais concerteza: a mercearia do Sr. Aníbal, a padaria da D, Cristina, a drogaria do Sr. Felismino, etc. Afinal, o que é que eles têm a menos que um banco?

Os trabalhadores, muito naturalmente, querem manter os seus postos de trabalho. E há, de facto, alguns despedimentos, que têm, no mínimo, justificações muito fraquinhas. Mas, caso ainda não tenham percebido, as empresas não existem para garantir emprego; existem para fornecer ao mercado um produto ou um serviço. Quando esse produto ou serviço se torna obsoleto, muito caro, enfim, pouco apreciado pelo mercado, a pior coisa que se pode fazer é manter a empresa a funcionar artificialmente. Porque não está somente a prejudicar-se, está também, e sobretudo, a minar o terreno à sua volta: impede que outras empresas que tenham produtos ou serviços mais atractivos consigam competir nas mesmas condições. Se houve um decréscimo assinalável na procura de pirite, a empresa não pode simplesmente continuar a laborar, acumulando produto que não consegue colocar no mercado ou, pelo menos continuar com o mesmo número de funcionários.

Tenho muita pena dos mineiros (provavelmente uma das profissões mais duras do mundo) mas nacionalização, não!! É que tenho melhor uso a dar ao meu dinheiro. Bem basta a golpada que foi nacionalizar o BPN...

 

E quanto às palavras do Ministro: esqueçam, esse não consegue acertar uma. Se ele diz que o negócio está bem encaminhado, o melhor é começarem a negociar as vossas rescisões.

publicado por bmptavares às 04:02
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Manuela e os Jornalistas

 

 

 

Isto está difícil! Quero dizer, está difícil acertar o passo, ou melhor, fazer uma escolha. Por muito que se aprecie o estilo discreto e avesso ao mediatismo mais primário de Manuela Ferreira Leite (neste particular e face ao que temos em termos de políticos devíamos beijar o chão que a senhora pisa e agradecer-lhe até ao fim dos nossos dias), ele nunca vingará contra a comunicação social. Os episódios de aparente má vontade contra a líder do PSD repetem-se ao ritmo das suas intervenções. Não acredito que seja tudo culpa da sua inabilidade política para tratar com a tribo. Tem que haver mais qualquer coisa. Pode pensar-se em má vontade ou má fé, efeitos da sua aparente indiferença relativamente aos jornalistas. Em parte será: estes não estão habituados a não estabelecerem as regras do jogo e, por isso, não resistem a uma espécie de vingançazinha de classe do tipo "ai só falas quando queres e sobre o que queres? Então, espera lá que já vais ver se não é como a gente quer!".

A outra razão para se deturpar o que MFL diz ficou bem patente neste último caso da "suspensão da democracia por 6 meses": pura e simplesmente os senhores jornalistas não compreendem o que ela diz. É uma questão de analfabetismo funcional. A grande parte dos jornalistas em actividade é muito nova. Saíram há relativamente pouco tempo das universidades e isso, infelizmente, é quase um atestado de incapacidade técnica para falar, escrever e compreender a língua portuguesa e as suas múltiplas "nuances".  No caso vertente, eles entenderam realmente que a senhora defendia a suspensão da democracia para resolver determinados problemas. Escapou-lhes a ironia da coisa. Se uma pessoa faz um parênteses no meio de um discurso, os seus cérebros deixam de compreender. Em boa medida, não é culpa exclusiva deles: é, sobretudo, culpa da forma como os cursos de Comunicação Social estão estruturados nas Universidades. É um problema mais vasto que afecta todos os níveis de ensino, que afecta transversalmente a estrutura social: como se lê muito pouco e a Internet permite descurar o apuramento dos factos (como acontecia com a velha guarda do jornalismo), a língua deixou de ter, para eles, subtileza. Tudo deve ser tomado à letra, literalmente.

Estes equívocos não acontecem apenas com MFL. Eles são recorrentes no jornalismo televisivo e escrito. Basta ver a quantidade de pedidos de direito de resposta que pululam nos jornais e revistas para esclareçer o que, na verdade, foi dito (é evidente que, às vezes, são os entrevistados a por os pés pelas mãos e a arrependerem-se daquilo que disseram). Mas se, muitas vezes, os enganos são propositados para criar maior sensação junto do público, também acontece ser pura e simples incapacidade de compreensão daquilo que é dito.

O destaque que fiz acima a negro não foi sem razão. Se estas palavras tivessem algum valor mediático, seriam transmitidas ou escritas como se fossem observações literais e não, como obviamente são, uma hipérbole. Provavelmente, acabariam como título de jornal ainda que fossem irrelevantes para o conteúdo do texto.

Portugal precisa de bons e melhores políticos, acompanhados por bons e melhores jornalistas.

publicado por bmptavares às 03:10
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