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Quarta-feira, 23 de Dezembro de 2009

Eles que a comam

Uma equipa da Universidade de Eindhoven (Holanda) está a desenvolver carne (!) em laboratório. O processo envolve a retirada de células-mãe de animais adultos que, depois, são adicionadas a uma solução de sangue de leitão (!!!), retirado do cordão umbilical do animal. O resultado inicial é pouco atraente (ninguém diria...) mas o Professor Mark Post prevê que, no futuro, este tipo de carne passe a ter aplicações mais práticas. A ideia - não surpreende - agrada a ecologistas, vegetarianos e defensores dos direitos dos animais (virtudes que costumam concentrar-se na mesma pessoa).

Tudo muito moderno, científico, politicamente correcto e, aparentemente, saudável. Nada a opor. Excepto a inutilidade da ideia. Qual é a vantagem de criar carne em laboratório, se ela pode ser conseguida por um meio mais simples, barato e de comprovada eficácia (utilizado há milhares de anos)?

Depois surgem outras perguntas: se a ideia pegasse, para que serviriam animais como as galinhas, porcos ou vacas, que apenas evoluíram para as suas formas domésticas porque passaram a ser fonte de alimento? Tornar-se-iam simples animais de estimação e de companhia (imagino o tamanho das caixas de areia para as vacas fazerem as suas coisinhas...). Ou, simplesmente, deixariam de ser úteis e acabariam por se extinguir (aliás, muitas das medidas apresentadas pelos defensores dos direitos dos animais teriam este bonito desfecho se fossem levadas a sério, o que não deixa de ser irónico)?

O que é curioso (ou talvez nem tanto) é que os mesmos que abominam (mesmo) as espécies transgénicas, não vêem qualquer problema em enfardar uma costeletazinha criada em laboratório, sujeita a choques eléctricos para melhorar o aspecto, injectada com hidrogel para maior consist~encia e com proteína mioglobina para a tonalidade. Go figure!

publicado por bmptavares às 03:35
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